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10 práticas do dia a dia que atrapalham a sua vida (e você nem percebe)

Claudia Dias

Colaboração para Universa

24/06/2019 04h00

Já parou para avaliar tudo o que você faz durante um dia inteirinho e, mais especificamente, quanto disso te faz bem? A vida anda tão no automático que certas atitudes adotadas de forma até inconsciente não passam pelo crivo do bom senso. Com isso, acabam trazendo mais reflexos negativos do que qualquer outra coisa.

Os especialistas Solange Santos, consultora de treinamento e desenvolvimento humano; Vivian Wolff, coach de vida e carreira; e Yuri Busin, psicólogo e doutor em neurociência do comportamento, listam, a seguir, algumas práticas cotidianas que podem provocar impactos negativos para sua vida.

Uma boa oportunidade para repensar comportamentos e viver melhor!

1. Dormir mais cinco minutinhos

Ficar na cama depois que o despertador toca não é uma boa ideia - Getty Images/iStockphoto
Ficar na cama depois que o despertador toca não é uma boa ideia
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Por mais que você acredite que aqueles cinco ou dez minutos extras até o segundo alarme do relógio sejam uma maneira mais fácil de despertar, isso reflete negativamente, já que o corpo inicia um novo ciclo para, logo em seguida, ser interrompido, gerando cansaço --mais ainda do que se você tivesse levantado no primeiro toque. Dica: deixe o despertador longe da cama, de modo que precise se levantar para desligá-lo.

2. Não respeitar horário de almoço

O intervalo para a refeição não é planejado apenas para atender suas necessidades vitais --no caso, saciar a fome. Ele também é importante para uma pausa, relaxando o corpo e a mente e obtendo mais energia para o segundo round do dia. É preciso ter atenção também ao que é feito durante esse horário --gastar o tempo falando mal de alguém ou do trabalho, engolir a comida apressadamente ou mesmo exagerar na refeição são comportamentos igualmente nocivos para o bem-estar.

3. Uso excessivo de smartphone

Uso excessivo de smartphone é prejudicial à saúde - Getty Images
Uso excessivo de smartphone é prejudicial à saúde
Imagem: Getty Images

Meio óbvio? Talvez. Mas apesar de as pessoas terem consciência do exagero, ignoram que isso pode gerar depressão, ansiedade, sensação de medo por perder algo (conhecida como FoMo), distração, queda na produtividade, procrastinação, dor física (nos dedos da mão e na nuca, por exemplo), entre outros sintomas que ocorrem a partir do uso desequilibrado de internet e redes sociais. Você pode e deve tirar proveito da tecnologia, mas não se esqueça de que o controle é seu --e não da ferramenta de comunicação.

4. Carregar o mundo nas costas

Não adianta querer ser uma super-heroína e resolver todos os problemas da humanidade sozinha. É bom e necessário compartilhar, dividir e pedir ajuda sempre. Isso faz com que você não se sinta só e, mais do que isso, entenda que diversos impasses não são seus. Se insistir em ser a boazinha e em querer salvar o mundo ao seu redor o tempo todo, as consequências negativas podem aparecer em forma de depressão, estresse, desânimo, dificuldade para se concentrar, ansiedade e pânico, entre outras consequências.

5. Não saber dizer não

Você diz mais sim para os outros do que gostaria? Enquanto seguir distribuindo respostas positivas para quem lhe pedir algo, continuará acumulando nãos para interesses pessoais e questões que te fazem realmente bem. A partir do momento em que for capaz de ponderar o que merece verdadeiramente a sua dedicação, também terá condições de manter o foco e de priorizar o que é realmente importante. Lembre-se: falar não aos outros, muitas vezes, é falar sim para você.

6. Checar o celular assim que acorda

Checar o celular assim que acorda atrapalha sua rotina e pode gerar atrasos - iStock
Checar o celular assim que acorda atrapalha sua rotina e pode gerar atrasos
Imagem: iStock

Se você é da turma que deixa o aparelho no criado-mudo e, tão logo o alarme toca, dá uma conferida nas notificações de redes sociais e nas mensagens que recebeu enquanto dormia, melhor ter em mente que a prática pode gerar estresse, atraso e tumulto no início do dia --ou vai dizer que aquela olhadinha nunca se transformou em olhadona e te fez perder a hora de sair de casa? No mundo ideal, você só deve tocar no celular depois que cumprir toda a sua rotina matutina, com calma.

7. Não dizer o que incomoda

Seja lá qual for o motivo de aborrecimento: a forma como o chefe te trata, a piada recorrente do colega de baia, o comportamento do par… Não importa! Suportar algo que a aborrece só faz acumular a sensação de desconforto, até que vire uma bomba prestes a explodir. Para não chegar nesse ponto, sempre que algo a perturbar, a melhor saída é manifestar opinião e/ou expor sentimentos o mais breve possível, para que tais situações não se repitam e isso não se torne algo incontrolável.

8. Reclamar o tempo todo

Tem gente que é tão reclamona que nem percebe que faz uma queixa atrás da outra. Reclamar do trabalho, do trânsito, dos colegas, da internet lenta, da falta de tempo, do excesso de gente por perto, do que não pode ou não quer mudar, além de não ajudar em nada com soluções, prejudica a imagem de quem lamenta demais. Sim, isso rotula, afasta as pessoas e faz até minar oportunidades. Segredinho: antes de disparar algum protesto do seu cotidiano e que não está disposto a mudar, foque em encontrar formas de lidar melhor com tal situação, sem encher o ouvido dos outros com lamúrias.

9. Não reservar agenda para você

Seja sincera: ao fazer aquela superlista de tarefas do dia, quanto do tempo é retido para interesses particulares, como academia, Netflix, salão de beleza ou qualquer atividade que te dê prazer? Focar demais na rotina profissional e nos deveres de casa desvia a atenção do autocuidado, tão importante para a saúde mental. Bloquear momentos na agenda para prioridades pessoais não torna ninguém egoísta. Ao contrário, é uma maneira de se cuidar e se manter saudável para aguentar o dia a dia.

10. Comparar-se com os outros e querer fazer igual

Uma coisa é se inspirar em alguém e se sentir motivado a buscar as próprias conquistas. Outra, bem diferente, é ficar comparando a vida com a da garota da academia ou do escritório e querer copiar o que ela faz --algo tão amplificado em tempos de redes sociais. Vale lembrar que esse é um dos hábitos mais destrutivos da atualidade: tentar ser quem não é. A comparação e a cópia matam sonhos, paralisam a evolução pessoal e deixam o mundo de qualquer pessoa mais pobre, pois marcam a perda da autenticidade.

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