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Autoestima


Ashley Graham: "Meu corpo sempre foi tratado como objeto"

Ashley Graham - Reprodução/Instagram
Ashley Graham Imagem: Reprodução/Instagram

da Universa

18/06/2019 11h44

Ashley Graham se tornou um dos principais nomes da moda plus size nos últimos anos e, mesmo com sua luta por uma maior inclusão de diferentes tipos de corpos nas revistas e desfiles, ela ainda enfrenta um grande problema: a objetificação.

"Meu corpo sempre foi tratado como um objeto, como se não fosse meu. Você é a garota sexy. Você é a garota nua. Os homens vão idolatrar seu corpo de ampulheta", desabafa Ashley, em entrevista à revista "Allure". "Tudo sempre girava sobre o que os outros pensavam do meu corpo até que conquistei minha voz. Agora, eu digo para as pessoas o que acho do meu corpo", dispara.

Ashley se orgulha da luta por aceitação e pela beleza real das mulheres. "O que mais temos que conquistar é diversidade e inclusão. Não dá para achar que essas coisas já passaram", opina. E ela não gosta de ser tida como único exemplo de diversidade para uma marca. "Eu não acho que me tornar um token seja ruim, desde que o cliente ou a marca se comprometa nas próximas vezes a ter mais diversidade de raça, gênero, sexualidade, religião, deficiência, o que quer que seja", pontua.

Mesmo assim, Ashley não quer ser conhecida apenas pelo corpo ou a aparência. "Como modelo, você tem uma voz, um cérebro. Eles querem saber o que você pensa, qual é a sua plataforma. Nessa indústria, modelos femininas recebem mais que modelos masculinos. Acho que é o único lugar que isso acontece", revela. Coordenando sua carreira, Ashley se cercou de um grupo inteiramente formado por mulheres. "Tenho muito orgulho disso. Só eu e minhas garotas. Nós comandamos!", festeja.