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Mulheres protagonizam um mundo em evolução


Miley Cyrus revive o passado em "Black Mirror" para se reafirmar política

Reprodução/Netflix
Imagem: Reprodução/Netflix

Gustavo Frank

Da Universa

13/06/2019 16h50

A quinta temporada de "Black Mirror" estreou na quarta-feira (5) e um dos episódios mais esperados pelo público era o que traz Miley Cyrus como protagonista. Na trama, ela interpreta Ashley O, uma cantora pop que parece levar uma vida perfeita em cima dos palcos, mas é manipulada pela família para ganhar dinheiro nos bastidores.

Antes mesmo da estreia, a cantora falou em entrevista à BBC sobre como reviveu parte do seu passado ao participar da série, reforçando que o episódio protagonizado por ela reflete a "realidade das mulheres na indústria da música".

"Esta é a história das mulheres na indústria da música. Eu entendo que todo mundo passou por isso, mas eu acho que para a mulher é difícil ser levada a sério nessa indústria. As pessoas assumem que se você não está usando um body e cantando música pop, por que alguém teria interesse em você?", questionou, fazendo um paralelo ao início da sua carreira, com a personagem Hannah Montana.

O episódio vem de encontro à nova fase de Miley Cyrus, protagonizada pelo bordão "don't fuck with my freedom" e seu posicionamento político, a partir das causas levantadas por ela.

Direito das mulheres

O material de "She is Coming" traz o lado político de Miley Cyrus. Em seu Instagram, a cantora publicou uma foto em que aparece lambendo um bolo com os dizeres: "Aborto é uma questão de saúde", acompanhado da hashtag "Women rights are human rights", em português, "direitos das mulheres são direitos humanos". Já em outro vídeo, Miley simula a masturbação com vídeo de frutas, a fim de acabar com o tabu da sexualidade feminina.

Fundação para os desabrigados LGBTQ+

Happy Hippie Foundation é o nome da instituição sem fins lucrativos, criada com o intuito de dar suporte a jovens das comunidades LGBTQ+, desabrigados e outras classes vulneráveis que precisam urgentemente de apoio nos Estados Unidos. A atitude, bastante elogiada pelos seguidores da artista, não demorou nada para ganhar as redes sociais do mundo inteiro.

A existência da HHF baseia-se em diversos números reais. Um deles é a triste marca de 40% dos jovens sem-teto dos EUA que se identificam como LGBTQ+ e afirmam estar nas ruas por conta da rejeição familiar.

Defesa dos animais

Entre ações de destaque de Miley nos últimos tempos estão o seu posicionamento a favor de roupas sintéticas -- que não são feitas com materiais de origem animal ou não envolvem qualquer tipo de crueldade em sua produção.

Ela também foi premiada pela ONG Peta no ano passado pela sua militância e chegou até a tatuar o logo de girassol da ONG vegana do Reino Unido The Vegan Society. Enfim, de fato são extensos os posicionamentos públicos da artista em defesa dos animais.

Reconhecimento do privilégio

Depois de protagonizar uma polêmica sobre sua participação na música rap e receber críticas, Miley usou sua visibilidade para mostrar a importância da problemática de assuntos sobre diversidade.

"Acabei de assistir a seu vídeo. Obrigado por me dar esta oportunidade para falar. Ser silencioso não é como sou. Estou ciente da minha plataforma e sempre a usei da melhor maneira que sei para mostrar a injustiça. Quero começar dizendo que sinto muito. Eu tenho consciência que dizer 'Isso me tirou um pouco da cena do hip hop' foi insensível, já que é um privilégio ter a habilidade de entrar e sair da 'cena'. Estou ciente que há décadas de desigualdade, mas ainda tenho muito a aprender. O silêncio é uma parte do problema e eu me recuso a ficar quieta. Minhas palavras se tornaram um divisor em uma época em que união é crucial. Eu não posso mudar o que eu disse na época, mas posso dizer que estou profundamente triste pela desconexão que minhas palavras causaram. Simplesmente: eu estraguei tudo e peço desculpas sinceras. Estou comprometida em usar minha voz para curar, mudar e defender o que é certo", escreveu.

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