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Yvie Oddly prova não existirem padrões para definir o que é ser drag queen

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Gustavo Frank

Da Universa

31/05/2019 14h42

Na última quinta-feira (30), aconteceu a final de "RuPaul's Drag Race", um reality show que promove uma disputa entre drag queens para eleger a "Drag Queen Superstar".

A partir daqui, o texto terá spoilers. Então, caso você não queira saber a vencedora é melhor dar o "sissy that walk" o mais rápido possível

A coroada de 2019 foi Yvie Oddly, que chegou no primeiro episódio da 11ª temporada como a "esquisita". Ao contrário das concorrentes, a norte-americana não levou o glamour que estamos acostumados a ver entre as drags -- o que inicialmente pode trazer rejeição -- e provou não existirem padrões, principalmente entre elas, ao levar o prêmio para a casa.

Ao longo dos episódios ela chamava a atenção por ser a única diferentona:

O que fez muitas das outras drags questionarem a sua capacidade:

Ela, inclusive, revelou ter a síndrome de Ehlers Danlos, que afeta os vasos da pele e articulações:

Algo que ela incrivelmente usou em seu favor -- mesmo que um dos sintomas seja a dor constante nos músculos:

Mas calma aí. Ser drag não é uma manifestação artística por si só? Por que a estranheza de Yvie faz dela "estranha"?

E, acredite, ela fez arte da melhor forma possível:

A lição de hoje é a seguinte: ninguém precisa seguir padrões, muito menos as drag queens.