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Seis razões que provam que o amor maduro é o melhor de todos

Expectativas mais realistas e menos ansiedade são algumas das vantagens do amor maduro - Getty Images
Expectativas mais realistas e menos ansiedade são algumas das vantagens do amor maduro Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração com Universa

10/02/2019 04h00

Menos medo e drama, mais intimidade e certeza. Na maturidade, homens e mulheres conseguem dar e receber o melhor de si por causa da experiência de vida. Confira outras justificativas:

As expectativas são realistas

Não só em relação ao outro, mas também as individuais. Experiências de vida, relacionamentos anteriores e o próprio amadurecimento fazem com que as pessoas busquem ou encarem o amor de forma mais direcionada, direta e tranquila. Embora, obviamente, ainda cultivem sonhos e objetiva, alimentar idealizações e ideias fantasiosas não costumam integrar seu repertório.

Há menos ansiedade

À medida que o tempo passa, o autoconhecimento é maior. E, consequentemente, homens e mulheres sentem mais seguros, confiantes e não sofrem mais tanto por aquilo que não conseguiram ter ou ser. Também não estão mais preocupados em agradar a todo custo nem a pagar qualquer preço pelo amor. São pessoas que já construíram alguma coisa na vida - família, patrimônio, carreira - e, portanto, o foco é curtir a companhia um do outro. Além disso, a experiência acumulada ajuda a encarar melhor situações novas ou que causam medo.

A bagagem de vida de cada um faz com que tenham mais convicção sobre o que querem ou não

Isso ocorre, principalmente, em novos relacionamentos. Por já terem passado por outras relações, os maduros não estão dispostos a perder tempo e energia em envolvimentos sem futuro ou que não lhes agradem. Existe mais clareza nas escolhas e nos critérios dessas escolhas. Por exemplo: numa idade mais avançada, homens e mulheres sabem quais pontos de identificação não abrem mão e quais diferenças conseguem ou não tolerar. Dessa forma, a convivência transcorre com maior serenidade. A experimentação ao longo da vida permite um melhor autoconhecimento - e conhecer mais sobre si permite a qualquer pessoa saber o quanto se pode prometer e entregar em uma relação. Isso torna os relacionamentos mais maduros mas estáveis e promissores.

Ninguém quer gastar tempo nem energia com "joguinhos"

Em relações longevas, é comum que certos "joguinhos" --ciúme, brigas bobas, pequenas provocações-- passem a fazer parte da identidade do casal. É uma espécie de "tempero" que, se para muita gente tem efeito nocivo, para diversos casais funciona como um combustível. À medida que o tempo passa, no entanto, embora algumas pirraças ainda persistam no dia a dia, a tendência é que esse comportamento se atenue. Já relacionamentos que se iniciam tardiamente, por sua vez, costumam ser livres de dramatizações ou birras desnecessárias. Os maduros aprenderam a diferenciar o que é realmente importante na vida daquilo que não tem a menor importância.

Sexo: mais prazer e intimidade, menos performance

A ânsia pela penetração e a valorização extrema do orgasmo não são mais tão evidentes nas transas maduras. Há menos show e mais prazer, ou seja, a existe uma entrega mais profunda, principalmente no que diz respeito às preliminares, e a intimidade é compartilhada com sabedoria. Mesmo que algumas capacidades possam até declinar um pouco (e hoje tem solução!), o desejo, o erotismo e a afetividade permanecem.

Sentimentos negativos como posse e controle já foram devidamente trabalhados

A essa altura da vida, seja pelo amor ou pela dor, as pessoas provavelmente já aprenderam que a confiança é a base de qualquer relação. O autoconhecimento promovido pela maturidade também permite o entendimento mais amplo das próprias fragilidades, então homens e mulheres são mais capazes de identificar quais questões e problemas não devem jogar nos ombros alheios.

FONTES: Adelsa Cunha, psicóloga e coautora do livro "Por Todas as Formas de Amor" (Ed. Ágora); Carmen Cerqueira Cesar, psicoterapeuta e terapeuta de casais, de São Paulo (SP); Elizabeth Monteiro, psicóloga e psicopedagoga, autora do livro "Viver Melhor em Família (Mescla Editorial); Luciano Passianotto, psicoterapeuta e terapeuta de casal, de São Paulo (SP); Marcelo Levites, coordenador do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP), e Patricia Bader, psicanalista e coordenadora do setor de psicologia do Hospital e Maternidade Itaim Rede D'Or São Luiz, em São Paulo (SP)