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257 anos para acabar com a desigualdade econômica entre gêneros

O número de mulheres que entram em profissões de maior crescimento salarial é insuficiente, afirmou o Fórum - Getty Images
O número de mulheres que entram em profissões de maior crescimento salarial é insuficiente, afirmou o Fórum Imagem: Getty Images

Jill Ward

Da Bloomberg

17/12/2019 12h15

Quando uma mulher pode esperar as mesmas oportunidades econômicas que seus colegas do sexo masculino? Em dois séculos e meio, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.

A desigualdade econômica entre os gêneros levará 257 anos para ser eliminada, segundo o Fórum. O cálculo atual é ainda mais demorado que os 202 anos previstos em 2018.

A mudança tecnológica vem causando um efeito desproporcional porque elas têm maior presença em funções mais afetadas pela automação, como o varejo. Além disso, o número de mulheres que entram em profissões de maior crescimento salarial é insuficiente, afirmou o Fórum.

Também existem grandes desigualdades em quase todos os tipos de empregos mais promissores. Há menos mulheres representadas nos ramos de computação em nuvem, engenharia, dados, inteligência artificial e desenvolvimento de produtos.

"Para chegar à paridade na próxima década ? e não nos próximos dois séculos ?, precisaremos mobilizar recursos, focar a atenção das lideranças e nos comprometermos com metas", disse Saadia Zahidi, responsável pelo Centro para a Nova Economia e Sociedade do Fórum Econômico Mundial.

Por sua vez, o Fórum se comprometeu a pelo menos dobrar o percentual de mulheres participantes na reunião anual em Davos até 2030.

O relatório apontou alguns desdobramentos positivos: a desigualdade de gênero global ? que contempla saúde, educação e política, além da questão econômica melhorou, graças principalmente ao maior número de mulheres com atuação política. Ainda assim, no ritmo atual, a diferença levaria quase 100 anos para se dissipar.

O Fórum apresentou motivos para se esperar um progresso mais rápido. Em muitos países, o maior empoderamento político corresponde a um maior número de mulheres em cargos altos, sugerindo a existência de um "efeito de modelo" que ajuda a diminuir as disparidades econômicas.

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