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Direitos da mulher

Manifestação em Buenos Aires contra lei que descriminaliza aborto

As argentinas já haviam ido às ruas em junho para pedir o oposto: a descriminalização do procedimento - Jorge Saenz/AFP
As argentinas já haviam ido às ruas em junho para pedir o oposto: a descriminalização do procedimento
Imagem: Jorge Saenz/AFP

da AFP, em Buenos Aires

31/07/2018 09h10

Centenas de pessoas protestaram nesta segunda-feira em frente à residência presidencial argentina contra o projeto de lei que descriminaliza o aborto e que será debatido no Senado no dia 8 de agosto.

Sob o lema "salvemos as duas vidas" e com o lenço celeste que os identifica, os críticos ao projeto exortaram com músicas o presidente Mauricio Macri, que se manifestou contrário ao aborto.

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Integrantes do governo asseguraram que o presidente não vetará a lei, caso ela seja aprovada.

Com bandeiras argentinas e um boneco gigante em forma de feto, os manifestantes fizeram uma grande ato em frente à Quinta Presidencial, residencia oficial que fica em Olivos, na periferia norte de Buenos Aires.

"Queremos pedir ao Executivo ajuda com políticas públicas para a mulher em situação de vulnerabilidade. O aborto não é a solução", disse Ayelén Amancay, líder da ONG Más Vida, uma organização contra o aborto.

A Igreja Católica, de grande influência na Argentina e religião maioritária no país, convocou uma missa na Catedral de Buenos Aires para a noite de quarta-feira, 8 de agosto, data do debate no Senado.

O projeto de lei autoriza a interrupção da gravidez nas primeiras 14 semanas de gestação e garante sua gratuidade em todos os centros de saúde do país.

Esse projeto que descriminaliza o aborto foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 14 de junho em um debate histórico.

O Senado pode converter o projeto em lei, rejeitá-lo ou fazer modificações. Neste último caso, o texto volta a ser discutido pelos deputados.

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