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5 verdades que ninguém conta sobre superar o fim de um relacionamento

Não se esforce para se convencer de que está melhor do que percebe ou parecer inabalável aos olhos alheios - Getty Images
Não se esforce para se convencer de que está melhor do que percebe ou parecer inabalável aos olhos alheios Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração com o UOL

24/09/2017 04h00

Mesmo que você acredite que tenha superado o rompimento, dar de cara com um ex ao lado de um novo amor pode abalar as estruturas emocionais e trazer à tona sentimentos até então adormecidos ou desconhecidos. Nesse turbilhão de emoções, encarar alguns choques de realidade pode ser libertador.

 

  • A pressa é inimiga da superação

    Você não precisa fazer a fila correr, em vez de andar, para mostrar que está bem. O luto pelo fim de um relacionamento deve ser elaborado e superado. Fingir que não valeu nada e emendar um encontro atrás do outro não prova que ninguém está melhor, não. Uma boa dica é se perguntar, antes de topar sair com alguém ou tomar alguma atitude radical: estou fazendo isso por mim ou para impressionar ou ferir o outro? Se for pelo outro, agir só vai aumentar a sua dor.

  • Julgar o par faz mais mal a você

    Julgar o novo amor do par não fará com que você se sinta melhor. Suas críticas não modificam em nada a condição ou a aparência da pessoa "rival", ao contrário: só evidenciam sua dificuldade em lidar com mudanças, perdas ou términos. Trate de se concentrar em si, em listar os próprios defeitos e qualidades e em reforçar sua autoestima. Trace projetos futuros, firme o compromisso de se cuidar (em todos os aspectos) e, principalmente, estabeleça novos desafios sempre associados a você, e não ao outro.

  • Ciúme rola e é preciso entendê-lo

    O ciúme volta com força total. Nem sempre a dor de cotovelo ao saber que seu antigo amor já se refez é sinal de que ainda há amor, de egoísmo ou esperança de que o outro viva eternamente infeliz. Esse ciúme pode, na verdade, ser a sensação incômoda por ter virado definitivamente passado na vida de alguém e ver uma nova pessoa desfrutando daquilo que você ainda considera importante ou julga lhe pertencer.

  • Viver a dor de cotovelo é melhor do que ignorá-la

    O despeito pode ajudar a superar. Você não precisa se esforçar para se convencer de que está melhor do que percebe ou parecer inabalável aos olhos alheios. Agimos assim quando a raiva e a imaturidade nos impede de entender que não há fraqueza na dor. É possível assumir, sem problemas, o quanto gostamos e ainda sofremos, apesar do fim. Admitir isso pode ser libertador. Aprenda a usar as emoções a seu favor, perguntando-se: esse sentimento me puxa pra baixo ou enfrentá-lo me ajuda na superação da dor?

  • Nostalgia confunde os sentimentos

    O passado volta a assombrar. E, provavelmente, numa versão idealizada. Mesmo que a decisão de romper tenha sido sua, ver o antigo amor de mãos dadas com alguém pode provocar uma onda nostálgica. O tempo se encarrega de confundir as lembranças, por isso é bem provável que você se recorde, num primeiro momento, apenas da parte boa da relação. Em vez de cair na armadilha da autocomiseração, assuma que foi bom, sim, enquanto durou, e que tudo serviu de aprendizado. E vire a página.

Fonte: Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga, mestre em terapia de casal e família pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo e autora do livro "Puxa Conversa - Casal" (Matrix Editora), e Mara Lúcia Madureira, psicóloga especializada em terapia cognitivo-comportamental, de São José do Rio Preto (SP)