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iPhone 11 Pro Max: câmera tripla é boa, mas ele convence mesmo é na bateria

Bruna Souza Cruz

De Tilt, em São Paulo

13/11/2019 11h47

Os smartphones mais desejados da Apple estão entre nós. Depois de testar o iPhone 11, o mais novo "baratinho", chegou a hora de falar do iPhone 11 Pro Max.

Ele não tem uma tela dobrável (como muitos queriam), mas tem a câmera principal tripla como principal atrativo. Apesar de ter chegado atrasada na corrida, a Apple inaugura, de fato, um novo jeito de tirar fotos —e elas ficam ótimas.

É um celular praticamente perfeito. A versão Max contempla o maior iPhone e o melhor conjunto entre os aparelhos da empresa. Só que é aquela velha história: o poder tem um preço, ainda que mais barato do que o do ano passado. Neste caso, ele varia de R$ 7.599 a R$ 9.599.

Em pouco mais de uma semana de testes, não tenho dúvida do quão poderoso é o iPhone 11 Pro Max. Mas será que você realmente precisa dessa potência toda? Espero que as informações abaixo ajudem a responder a questão.


Divulgação

iPhone 11 Pro Max

Preço de lançamento

A partir de R$ 7.599
TILT
4,5 /5
USUÁRIOS
3,5 /5
ENTENDA AS NOTAS DA REDAÇÃO

Um novo sistema de áudio mais imersivo

O processador A13 Bionic tem tido bons resultados em testes de desempenho

Manteve o design da geração anterior, mas inovou na traseira com a qualidade do material que abriga a câmera tripla

Pontos Positivos

  • Versatilidade das câmeras
  • Modo noturno excelente
  • Bateria

Pontos Negativos

  • Um pouco pesado
  • Valor de lançamento

Veredito

O iPhone 11 Pro Max ganha na qualidade das câmeras, mas a bateria merece ser exaltada. Finalmente, a Apple tem um modelo que consegue ficar mais de um dia e meio longe da tomada.

Vamos ao que interessa à maioria dos fãs: a câmera principal tripla. Depois de vários modelos (dos mais em conta aos mais caros) serem lançados no mercado, a Apple se rendeu à tendência.

Cada lente possui 12 MP de resolução e o conjunto dá muito mais versatilidade para os amantes da fotografia. As câmeras são ótimas para tirar fotos de paisagens ou de muitas pessoas reunidas, por exemplo.

Gosta de detalhes? O 11 Pro Max tem uma lente exclusiva para o zoom. As demais funcionam como câmera padrão e grande angular (amplia em até 120º). A transição entre elas é muito fácil e pode ser feita na própria tela do celular.

As lentes são bacanas, mas o app de câmera dos novos iPhones traz também uma nova interface e um sistema de processamento de imagens atualizado. O modo noturno é o exemplo mais feliz que a Apple pode trazer neste ano.

Basicamente, várias imagens em sequência são capturadas pela câmera principal em um único clique. Durante o processamento da foto, as melhores ficam sobrepostas e o software do iPhone ajusta tudo para ficar o mais natural possível.

Assim como nos irmãos iPhone 11 e 11 Pro, a linha Max permite que o modo retrato funcione com fotos de objetos e animais. Antes só era possível usar o efeito com pessoas.

A câmera de selfie agora produz vídeos em 4K em todos os celulares da linha e as Slofies (selfies em câmera lenta) também marcam presença.

Fiquei meio dividida quanto ao visual. Na parte da frente não houve mudanças. O entalhe retangular, lançado com o iPhone X, permaneceu. Por isso, nada de muito inovador.

Virando o aparelho é que tudo muda. Polêmicas à parte, a câmera tripla exigiu um design diferente de tudo o que a Apple tinha feito em seus produtos. Um quadrado, com ligeiro relevo, foi criado para abrigar todas as lentes e o flash.

O acabamento também é bem diferente. A traseira agora é fosca. Então, nada de marquinhas de dedos irritantes. Ele é feito também com uma peça única de vidro que protege tudo na parte de trás.

Em relação ao tamanho, vou ser bem sincera. O 11 Pro Max não é lá muito confortável de segurar e é difícil de mexer com uma mão só. A usabilidade dele não fica muito boa. Nesta parte, eu escolheria o 11 ou o 11 Pro, que são menores.

Todos os celulares da família 11 adotaram os tamanhos de tela da geração anterior. O iPhone 11 Pro Max foi feito com as mesmas 6,5 polegadas (16,5 cm) do XS Max (2018).

A tecnologia Oled foi mantida e as imagens reproduzidas são tão boas que parecem as que vemos nas televisões mais modernas. Nitidez, contraste, brilho. Tudo com um ótimo equilíbrio. A sua série estará garantida.

Apesar de grande, o 11 Pro Max ainda não é o celular com a maior tela do momento. A ostentação fica com o Huawei Mate 20 X (7,2 polegadas) e o Galaxy Note 10+ (6,8 polegadas). Eu ainda prefiro os pequenininhos— #voltaiPhoneSE

O 11 Pro Max é uma máquina de desempenho. A velocidade do A13 Bionic é a melhor entre os iPhones já feitos até hoje.

A memória RAM (que ajuda no desempenho) melhorou em relação à geração anterior. Ela foi de 3 GB para 4 GB no 11 Pro Max. Sem dúvida, a mudança é uma das responsáveis por fazer o novo iPhone voar.

O processador foi projetado para gastar menos bateria e acelerar processos no celular envolvendo inteligência artificial - consegue executar 1 trilhão de operações por segundo, segundo a Apple.

A bateria também foi turbinada em relação ao iPhone XS Max. No lugar dos 3.174 mAh, o celular da Apple agora trabalha com 3.969 mAh.

Ok, essa salada pode não significar muito. Mas o que podemos guardar disso é que a bateria dele consegue durar 5h a mais do que o modelo do ano passado. Curtiu?

Durante os testes a bateria foi campeã. A média foi de um dia e meio longe da tomada depois de tirar fotos, ver séries pelo aparelho, usar redes sociais, email do trabalho. Em outros momentos eu consegui quase dois dias completos sem precisar fazer uma recarga.

A nova família de celulares da Apple começou a usar pela primeira vez a palavra "Pro" no nome. justamente para reforçar que os dois modelos da família têm uma pegada mais profissional.

Isso me faz pensar que o iPhone 11 Pro Max é mesmo para quem precisa muito de um celular. Foi a mesma percepção com o XS Max. O lançamento supera fácil a geração anterior em todos os quesitos— principalmente na bateria.

Mas, ao refletir sobre o custo-benefício, acredito que ele é para quem precisa muito de um celular com alto poder de processamento. É um smartphone que é tão potente e tão caro que talvez você nem precise mesmo no dia a dia.

Ele pode ser perfeito para quem costuma usar bastante aplicativos de realidade aumentada, realidade virtual, joga games pesados e por aí vai.

O fato de a versão mais simples (64 GB) começar custando R$ 7.599 também é um ponto desfavorável. O valor cobrado é bem alto para um aparelho com só isso de espaço.

Para ajudar em suas pesquisas, saiba que existem modelos mais em conta e excelentes que possuem um custo-benefício melhor.

O iPhone 11 é a prova mais escancarada disso, caso você esteja pensando em adquirir um dos lançamentos da Apple neste ano. O irmão iPhone 11 Pro é praticamente igual e é um excelente aparelho também para entrar em suas pesquisas.

Sendo bem sincera, eu até escolheria o 11 Pro pela usabilidade. Ele é o menor da empresa entre as novidades deste ano.

Errata: o texto foi atualizado
O iPhone 11 Pro Max tem 4 GB de memória RAM e 3.969 mAh de bateria, e não 6 GB e 3.500 mAh. O texto foi corrigido.

Especificações técnicas

  • Sistema Operacional

  • iOS 13

  • Dimensões

  • 158 x 77,8 x 8,1 mm, e 226 gramas

  • Cor

  • Dourado, cinza-espacial, prateado, verde meia-noite

  • Preço

  • A partir de R$ 7.599

Tela

  • Tipo

  • Super Retina Oled

  • Tamanho

  • 6,5 polegadas (15,5 cm)

  • Resolução

  • 2.688 x 1.242 pixels a 458 ppp

Câmera

  • Câmera Frontal

  • 12 MP

  • Câmera Traseira

  • Câmera tripla (ultra-angular, grande-angular e teleobjetiva) de 12 MP

Dados técnicos

  • Processador

  • A13 Bionic

  • Armazenamento

  • 64 GB, 256 GB, 512 GB

  • Memória

  • 4 GB de RAM

  • Bateria

  • 3.969 mAh

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