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Não sabe o que publicar? Veja dicas para arrasar no visual de suas redes

Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Priscila Gorzoni

Colaboração para Tilt, em São Paulo

21/12/2021 04h00

Você tem Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn, WhatsApp, mas está perdido com o tipo de publicação mais adequado para cada plataforma? Pois saiba que a primeira dica é: não use o mesmo padrão de conteúdo em todas elas. Cada rede social/serviço de mensagem possui características únicas. Saber quais são elas é o que vai aumentar suas chances de se destacar no ambiente online.

A palavra-chave aqui é personalidade: criar modelos que tenham a sua cara e adaptá-los para cada plataforma. Pense que uma imagem para as redes sociais, por exemplo, é uma produção criativa, que irá impactar pessoas de formas variadas.

"Aquilo que atrai o seu olhar faz parte da sua identidade visual. A partir daí você já sabe elencar o seu gosto e treinar seu olhar para saber o que, de fato, compõe sua identidade", afirma o designer gráfico e jornalista Sylvio Netto, chefe da área digital da consultoria Latam IntersectPR.

Se vai fazer vídeo, por exemplo, pense na pauta do que você vai produzir. Seu material deve responder a perguntas como: o que quero fazer? Quem irá fazer parte disso? Para quem o meu material será feito?

A criação de um roteiro vai dar mais consistência para o conteúdo que será publicado. Não esqueça também de, nesse momento, estabelecer o formato, as dimensões, o enquadramento, o tempo e o meio em que o vídeo será divulgado. Afinal, faz diferença se ele estará em uma plataforma que utiliza o padrão de imagem vertical ou horizontal.

Ter repertório também é importante, segundo o entrevistado. Inspire-se nos outros. Monte uma lista de referências. Existem muitas fontes de pesquisa, como o YouTube, Pinterest, TikTok e Vimeo.

Quer saber mais para acertar do começo ao fim da produção do seu material visual para ficar com uma cara própria? Confira as dicas de quem manja abaixo.

1. Imagem e texto combinam

Uma postagem em determinada rede social é um cruzamento entre as linguagens. Instagram, por exemplo, trabalha com fotos e vídeos, mas as legendas e textos que aparecem nos conteúdos animados conversam entre si, são complementares.

"Não seja literal, mas também não deixe de criar uma relação entre texto e imagem. Às vezes é o texto que complementa a imagem e às vezes é o contrário, a imagem que inspira o texto. Qualquer das entradas é bem-vinda para o processo de criação", diz Andrea Limberto, professora da área de comunicação do Senac São Paulo.

Por isso, pesquise o que pode funcionar para cada plataforma e deixe a criatividade rolar. Você pode usar algo que viu, uma anotação de texto interessante que viu circulando na internet, algo que você ouviu em uma música e por aí vai.

Se quiser investir em vídeos, leve em conta as ferramentas e possibilidades de edição.

"Para começar, pense no formato. Se for um reels, a primeira coisa é saber o tempo que precisará para adequar a sua mensagem [o limite já foi de 15, 30 segundos; agora é de até um minuto]. Não se esqueça da luz e do som. Faça sempre mais de uma gravação [para garantir a qualidade do material], edite a cor, os textos, os adornos", diz Kazé Carvalho, professor do curso produção multimídia do Centro Universitário Senac, de São Paulo.

2. Cada rede social com a sua cara

A postagem deve ser adaptada para cada uma das redes. Afinal, elas têm características específicas de conteúdo, tamanho e formato. Para isso, as dicas são:

  • Facebook

Considere uma imagem de dimensão mais horizontal, pensada como um retângulo para o feed. "Não deixe de valorizar a construção do texto e o tom de voz da sua mensagem para esta rede. Considere incluir o material da postagem do feed também adaptado para os stories", diz a professora Limberto.

  • Instagram

Para o Instagram, pense que a publicação será consultada por quem chega ao seu perfil mesmo depois de passado muito tempo da publicação. É uma rede que valoriza essa memória das imagens e que aceita um texto mais sintético.

"Esteja atento às estratégias do uso de hashtags, já que ela permite mais facilmente a recuperação de temas por meio de sua função de lupa. Aproveite para construir postagens com mais de uma imagem no mesmo post e que conversem entre si", acrescenta a docente.

  • Twitter

No Twitter, o texto curto é a chave, mas também é possível compartilhar fotos e vídeos juntos. Neste caso, a imagem é geralmente menos poética do que no Instagram, por exemplo.

Pense que essa imagem pode ser usada para estimular diálogo com os demais internautas, e não ficará "guardada" —ou seja, não ficará tão facilmente acessível depois, como no Instagram.

  • LinkedIn

A rede social valoriza mais o texto da postagem do que a própria imagem.

"Escolha uma foto mais sóbria, que traga conteúdo, que seja educativa, explicativa, informativa e contextual", afirma Limberto.

"Tanto o texto quanto a imagem devem apresentar a sua pessoa como alguém autorizado a falar dos temas que aborda, devem ter relevância na sua área de atuação e ajudar a informar seus colegas de área, além de estabelecer relacionamento com eles", completa.

  • WhatsApp

O WhatsApp não é uma rede social, mas se você trabalha divulgando produtos, por exemplo, e utiliza as listas de transmissões para diferentes pessoas, é preciso também se preocupar com a forma com que as imagens serão distribuídas.

"Considere os tamanhos e a qualidade das imagens para que não ocupem tanto espaço na memória dos celulares", destaca Limberto.

Se necessário, crie um álbum de fotos em outra plataforma e envie o link de acesso para potenciais consumidores. Isso evita aquela situação chata de o contato receber várias imagens de uma vez e se irritar com a iniciativa.

Caso utilize o WhatsApp Business, é possível disponibilizar imagens no perfil da loja.

3. Cuidado para não exagerar nos filtros

As redes sociais mais populares oferecem recursos de filtros. Ou seja, com ajuda do próprio sistema, a imagem pode receber alterações de cores, sombras e outros elementos. No caso de selfies, dá até para colocar maquiagem "de mentira" sobreposta ao nosso rosto.

Contudo, a professora Limberto sugere não exagerar no uso desses filtros, pois eles contribuem para uma vivência não tão realista da sua personalidade e de suas fotos. Se for usar para melhorar suas publicações, ótimo. Mas não se deve ficar refém deles.

Existem nas lojas de aplicativos programas gratuitos que ajudam na hora de editar imagens e vídeos. Vale fazer sua pesquisa, experimentar alguns e identificar quais são mais práticos para você.

"Costumo usar a versão trial [gratuita por um tempo limite]. Muitas vezes, se o desempenho for bom, pago um que não seja tão caro", afirma Carvalho.

Programas do tipo para o computador também podem ser usados. Geralmente, existe mais controle da edição e alguns softwares oferecem mais recursos do que para a versão de smartphone.

"Por outro lado, editar no celular permite agilidade, mobilidade, postar no ato em que um evento de interesse acontece", diz Limberto.