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Feed cronológico vai voltar para o Instagram em 2022, entenda a mudança

Pessoa curte foto postada no Instagram - Getty Images
Pessoa curte foto postada no Instagram Imagem: Getty Images

Letícia Naísa*

De Tilt, em São Paulo

09/12/2021 15h50

Se você está cansado de ter um algoritmo ditando o que você vai ver primeiro no seu feed, pode comemorar: o Instagram vai trazer de volta o feed em ordem cronológica no ano que vem.

A mudança é, na verdade, uma volta às configurações originais do aplicativo. Criado em 2010, o Instagram só passou a adotar o feed por engajamento em 2016. Até então, o topo da linha do tempo era da última postagem de quem a pessoa seguia. A tendência de usar algoritmos começou com o Facebook e foi adotada por outras redes sociais, como o Twitter.

A decisão de voltar às origens do app acontece em meio a uma série de investigações sobre as marcas da Meta (que antes era o Facebook) chamadas de Facebook Papers.

Apesar de estudos internos da empresa apontarem que o Instagram pode ser tóxico para os jovens, especialmente mulheres, por priorizar conteúdos sobre beleza, intervenções estéticas e enfatizar corpos de celebridades no feed de postagens, Adam Mosseri, presidente da plataforma, afirmou que o app não é "viciante".

Mosseri chegou a defender a iniciativa da Meta de desenvolver uma versão do Instagram só para crianças de até 12 anos, mas o projeto foi suspenso. Para o presidente da rede social, além de reforçar ferramentas de controle parental, é preciso criar um sistema universal de verificação de idade que funcione no celular das pessoas que acessam o Instagram, e não só dentro dos aplicativos.

O executivo também defendeu a criação de um órgão independente responsável por criar padrões para todos as redes sociais do mercado, indicando "como verificar a idade, projetar experiências adequadas à idade e construir controles parentais".

No entanto, para Mosseri, esse órgão deveria ser montado e financiado pelas próprias empresas de redes sociais, e não se comprometeu a apoiar a criação de uma agência reguladora estatal que faça o mesmo.

*Com matéria de Lucas Carvalho