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Saiba mais sobre a Gettr, rede social que deu o que falar esta semana

O criador da Gettr, Jason Miller, que é ex-assessor de Donald Trump - Reprodução/Instagram
O criador da Gettr, Jason Miller, que é ex-assessor de Donald Trump Imagem: Reprodução/Instagram

De Tilt*, em São Paulo

09/09/2021 11h36

A passagem do presidente da rede social Gettr, Jason Miller, pelo Brasil deu o que falar esta semana. Ele veio dar uma palestra e propagandear sua plataforma online, que tem atraído a direita global, mas acabou sendo alvo de interrogatório pela Polícia Federal.

Após o seu depoimento na terça-feira (7), o ministro-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Felipe Salomão, — que fez a solicitação no âmbito do inquérito que apura a atuação das chamadas "milícias digitais" — determinou a suspensão da monetização pela Gettr aos mesmos canais bolsonaristas que já haviam sido alvo da mesma determinação para outras redes sociais.

Em entrevista na quarta-feira (8) ao programa War Room de Steve Bannon, Miller — que é ex-porta-voz do ex-presidente dos EUA Donald Trump —, disse que temeu ser mandando a uma "Guantánamo brasileira", e chamou os agentes da Polícia Federal que atuam nos inquéritos do STF de "gestapo", a polícia secreta da Alemanha Nazista.

Saiba mais sobre a Gettr

Após ser banido do Twitter, do Facebook e do YouTube por causa do episódio da invasão ao Capitólio em janeiro deste ano, Donald Trump precisou buscar um novo lugar na internet para ecoar sua voz. No último dia 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, a equipe do republicano lançou a rede social Gettr.

A promessa da nova plataforma era "lutar contra a cultura do cancelamento " e "defender a liberdade de expressão", além de "desafiar" o monopólio das big techs. O nome da rede social é baseado na expressão "Getting Together" (ficando juntos, em português).

A interface da Gettr é muito similar à do Twitter: há uma página inicial com um feed de postagens de quem o usuário segue e uma página com as hashtags de assuntos mais comentados no momento. Segundo o site norte-americano Politico, é possível importar conteúdo de uma conta do Twitter para o Gettr.

Outro ponto em comum com o Twitter — que costumava ser a rede social mais utilizada por Trump — é seu funcionamento. A plataforma permite postagens de até 777 caracteres, vídeos de até três minutos e transmissões ao vivo.

A sede do aplicativo fica em Nova York (EUA).

Tela do aplicativo Gettr - Reprodução - Reprodução
Tela do aplicativo Gettr
Imagem: Reprodução
Tela do aplicativo Gettr - Reprodução - Reprodução
Tela do aplicativo Gettr
Imagem: Reprodução

Ataque hacker

Poucas horas após o lançamento, um ataque hacker foi identificado na plataforma. Em um email enviado ao The Verge, Miller disse que o problema foi detectado e resolvido em questão de minutos. "Tudo o que o intruso conseguiu fazer foi mudar alguns nomes de usuários."

As contas de Miller e outros republicanos, como Mike Pompeo, ex-Secretário de Estado, tiveram seus nomes trocados por "@JubaBaghdad was here :) ^^ free palestine ^^" (@JubaBaghdad esteve aqui :) ^^ liberte a Palestina ^^, em português).

O usuário responsável pela invasão no Gettr disse ao Insider que foi fácil hackear as páginas e que ele fez isso apenas para se divertir.

*Com matéria de Letícia Naísa