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Viciado em grupos de imitação de sons no WhatsApp? Ele é o culpado

Lucas Pereira Pedroso, criador de um popular grupo de WhatsApp para imitar sons de moto - Acervo pessoal/Instagram @lucasixiii
Lucas Pereira Pedroso, criador de um popular grupo de WhatsApp para imitar sons de moto Imagem: Acervo pessoal/Instagram @lucasixiii

Marcella Duarte

Colaboração para Tilt

24/10/2019 14h39Atualizada em 26/10/2019 15h59

Sem tempo, irmão

  • Lucas Pedroso criou grupo de imitar motos há dois dias, e a brincadeira viralizou
  • Jovem de Goiânia recebeu mais de mil pedidos para entrar no grupo em cinco horas
  • A partir daí, foram sendo criados grupos para imitar famosos, animais e outros sons

Lucas Pereira Pedroso, 20 anos, estava almoçando na terça-feira (22) quando teve uma despretensiosa ideia "acho que vou fazer uma brincadeira no WhatsApp para imitar sons com meus amigos". Assim, surgiu o primeiro grupo de "imitar moto" do país. O resto é história.

Lucas, que estuda Ciências Aeronáuticas, mandou o link apenas em um grupo de integração de jovens universitários de Goiânia (GO), sua cidade. "A gente é como uma família, nos encontramos sempre e já fazíamos essas brincadeiras de imitação ao vivo. Só pensei em uma maneira de todos participarem à distância", lembra.

Com o sucesso entre os amigos, Lucas também criou outros grupos para eles, como os de imitar animais, feirante, gago, fanho, pigarro e os apresentadores Marília Gabriela, Eric Jacquin e Silvio Santos.

Os próprios amigos começaram a divulgar em suas redes sociais e, em cerca de cinco horas, Lucas tomou um susto: o grupo de imitar motos lotou, e ele havia recebido mais de mil mensagens privadas de pessoas querendo entrar.

Começou com gente de Goiânia, de Brasília. Até aí normal, mas de repente estava sendo procurado por pessoas do Brasil todo e até de outros países. Aí me dei conta da proporção que tinha tomado. Recebi mensagens em espanhol e em inglês
Lucas Pedroso

Lucas foi, então, criando mais grupos de imitar motos. "Quando percebi, já estava com cerca de 40 grupos, de imitar várias coisas, todos lotados", se diverte o garoto. Ele, então, transferiu o administrador dos grupos de outros temas para amigos, e passou a se dedicar apenas aos de imitação de motos —que neste momento são dez. E contando.

Todos já estão lotados, com 257 participantes (limite do WhatsApp para grupos), mas calma que já já aparece uma vaga ou o Lucas cria outro para você.

"Se lotar, faço mais um. É uma brincadeira inocente e saudável e tem de continuar. Mas às vezes aparece alguém mandando conteúdos impróprios, como pornografia. Aí tenho de remover. Ser administrador de grupo pode até dar processo agora", diz Lucas, que chegou a ser banido do WhatsApp na noite de quarta (23).

Apesar do trabalho que dá, o goiano está orgulhoso com o reconhecimento. "Meu único objetivo era divertir meus amigos. Fico muito feliz que esteja divertindo muito mais pessoas. E, claro, me tira muitas risadas, é muito engraçado. Vamos rir juntos?", convida Lucas.

O brasileiro não tem limites

Depois da iniciativa de Lucas, foram surgindo centenas de grupos de imitação no WhatsApp. Há muitos outros de moto criados por outras pessoas.

E tantos mais de imitar coisas totalmente aleatórias, como: Taz Mania, blogueira, Scooby Doo, Chewbacca, pombo, elefante, boi, gato no cio, bebê chorando, Fórmula 1, carro de picolé, motolância (uma mistura de moto e ambulância), micro-ondas, boa noite do "Jornal Nacional", mulher do Google, Bear Grylls, baleiês (como a Dory de "Procurando Nemo"), áudio de vó e até de "falar espanhol sem saber".

Lembrando que alguns grupos já haviam expirado durante a produção desta notícia ou podem estar lotados.

O blogueiro do UOL Rafael Capanema entrou na onda e criou dez grupos pra vocês se divertirem:

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