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Gradient, app que nos "transforma" em famoso, fica com nossos dados?

App Gradient - Reprodução
App Gradient Imagem: Reprodução

De Tilt, em São Paulo

18/10/2019 10h47Atualizada em 18/10/2019 13h50

Você provavelmente já viu, no feed do Instagram ou do Facebook, amigos usando um aplicativo que compara fotos deles com pessoas famosas. Trata-se do aplicativo viral Gradient, disponível para iOS e Android. É mais um que sugere uma troca suspeita, mas difícil de resistir: entregue seus dados —no caso, seu rosto— em troca de uma diversão para postar na web.

A partir de uma foto de rosto enviada pelo usuário, a plataforma compara características físicas e, em quatro imagens, "transforma" o rosto da pessoa anônima no de uma pessoa famosa.

O Gradient foi lançado originalmente como um app para edição de fotos, mas recentemente divulgou a novidade com a ajuda de publicações pagas de celebridades de bastante alcance, como membros da família Kardashian.

Kylie Jenner, por exemplo, compartilhou que o aplicativo a "transformou" em sua irmã, Kendall Jenner, enquanto o apresentador Jimmy Kimmel ficou a cara do ator Matt Damon.

O produtor musical Diplo e Scott Disick, ex da modelo Kourtney Kardashian, e a atriz Alexandra Daddario também usaram. Veja os resultados:

Thoroughly enjoyed trying the #gradient app to find my celebrity twins #gradientpartner

Uma publicação compartilhada por alexandra daddario (@alexandradaddario) em

Uma coisa chata do app é que ele funciona nos modos gratuito e pago, mas o pago —que libera três dias de uso —exige que você deixe seus dados do cartão de crédito, e depois disso, caso você não cancele, passará a ser cobrado R$ 80,99 por mês. Há ainda uma outra modalidade de pagamento, R$ 20 por semana.

Ok, e a segurança?

Enquanto algumas pessoas publicam o resultado impressionadas com a semelhança, outras questionam a segurança da brincadeira, temendo que as fotos e dados coletados pelo aplicativo pudessem ser arquivadas e usadas para outros fins — especialmente depois que um senador norte-americano pediu ao FBI que investigasse o FaceApp, aquele aplicativo que envelhecia as fotos dos usuários.

Em resposta, a empresa dona da Gradient, a Ticket to the Moon —que tem representação em Las Vegas (EUA) e em Praga (República Checa)— emitiu um documento público de termos e condições, alegando que "não reivindica a propriedade do conteúdo que você carrega por meio do serviço".

Segundo sua política de privacidade, a empresa tem um trecho sobre permitir ao usuário apagar os dados. "Se você acredita que seus dados pessoais não são mais necessários (...) você terá o direito de nos contatar e solicitar que apague esses Dados Pessoais". O email de contato deles é privacy@gradient.photo.

Já dizemos há algum tempo que esse tipo de app é uma faca de dois gumes: apesar de nos divertir nas redes sociais por alguns dias, eles acabam ficando com um bom banco de dados de nossas fotos. Nesta semana, já tivemos outro exemplo disso é o Remini, app chinês que corrige fotos com baixa resolução usando inteligência artificial.

No caso de apps de testes do Facebook, como os que cruzam nossas fotos com as de celebridades e cachorros, isso pode ser pior por darmos permissão a empresas desconhecidas ao acesso a alguns dados do nosso perfil pessoal, sem fazer ideia do nível de segurança e privacidade delas.

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