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Chip no cérebro: Elon Musk quer conectar humanos e máquinas já em 2020

Comandando a Neuralink, Elon Musk tem projeto ambicioso para ligar pessoas e computadores - REUTERS/Joe Skipper
Comandando a Neuralink, Elon Musk tem projeto ambicioso para ligar pessoas e computadores Imagem: REUTERS/Joe Skipper

Bruno Madrid

do UOL, em São Paulo

17/07/2019 12h12

Resumo da notícia

  • Elon Musk diz que a Neuralink está "progredindo" em interface que conecta pessoas a máquinas
  • Tecnologia se baseia na implantação de microssensores em cérebros por meio de robôs
  • Objetivo da Neuralink é testar a interface em seres humanos no ano que vem
  • Caso dê certo, empresa quer, primeiramente, ajudar pessoas com doenças neurológicas

O bilionário Elon Musk anunciou que a Neuralink, startup da qual é fundador e CEO, está "progredindo" em uma interface que conecta o cérebro a computadores por meio de chips. Este experimento, segundo ele, deve ser realizado em humanos no ano que vem.

Desde 2017, a empresa está desenvolvendo implantes cerebrais para permitir a comunicação entre máquinas e pessoas, algo vital para que o ser humano não seja surpreendido pela inteligência artificial no futuro, segundo Musk.

"A maioria das pessoas não percebe, mas podemos resolver isso com um chip. Podemos fazer uma interface cérebro-máquina completa. Este projeto pode alcançar uma espécie de simbiose com a inteligência artificial", disse Musk durante um evento em São Francisco, nos EUA, junto a membros da Neuralink.

Como assim?

Musk explicou parte do que a Neuralink está criando: sensores finíssimos (cerca de 30% do diâmetro de um fio de cabelo) serão implantados no cérebro por meio de uma intervenção superficial feita por um robô - construído unicamente para executar essa tarefa, considerada de alta precisão. "São minieletrodos. O robô os implantará delicadamente. É algo que não será estressante e que funcionará bem", resumiu o bilionário.

De acordo com a empresa, os pequenos chips, depois de implantados, se comunicarão por meio de aparelhos auditivos especiais, que enviarão informações para um aplicativo de smartphone.

Até o momento, o objetivo é fazer com que a pessoa que tenha o implante consiga controlar um telefone apenas com pensamentos. Futuramente, é possível que isso seja estendido a outros acessórios, como braços robóticos, por exemplo.

Para um neurocirurgião da Neuralink, caso a tecnologia se mostre eficaz em uma pessoa, o primeiro passo é ajudar pacientes com doenças neurológicas. A partir daí, a tentativa será a de reverter quadros graves, como o de devolver a visão a um cego.

"Isso tem um tremendo potencial e esperamos começar a trabalhar em um paciente humano antes do final do próximo ano", informou Musk, que recentemente tem investido pesado na Neuralink.

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