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Homem afirma ter sofrido queimaduras após celular pegar fogo em seu bolso

Celular estava no bolso da calça jeans - Reprodução/Extra
Celular estava no bolso da calça jeans Imagem: Reprodução/Extra

Bruna Souza Cruz

Do UOL, em São Paulo

12/12/2018 10h52

"A sensação era como se tivesse uma frigideira na perna". O relato é do roteirista Carlos Henrique Lopes Crespo, 49 anos, que afirma ter sido ferido após o seu Galaxy A5 começar a pegar fogo no bolso da sua calça.

Segundo reportagem do site Extra, Crespo sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus na perna esquerda e nos dedos das mãos.

A Samsung investiga o incidente e afirmou ao UOL Tecnologia que vai realizar uma "análise completa para determinar a causa exata do ocorrido".

De acordo com o roteirista, ele estava dentro de seu carro quando escutou um barulho. Ao olhar para a perna, viu que uma fumaça preta estava saindo. O celular até então não havia apresentado nenhum problema.

"Eu não estava usando nem carregando o aparelho. De repente, senti minha perna queimar e, no desespero, peguei o celular e acabei queimando as mãos. Joguei o telefone pela janela e, quando tirei a calça, ela estava com brasas, ou seja, estava claramente pegando fogo", afirmou Crespo ao site.

Diante do susto, a esposa do roteirista o levou até um hospital para ser socorrido. A Samsung afirmou estar em contato com Crespo para verificar o que aconteceu exatamente, de acordo com o Extra.

Em nota, a Samsung acrescentou que segue "rigorosos padrões de segurança e controle de qualidade para garantir a melhor experiência com nossos produtos e serviços."

Não é a primeira vez

Em março deste ano, um homem de 40 anos foi socorrido pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Santos após o celular explodir em seu bolso.

Depois do acidente, ele apresentou queimaduras leves de primeiro e segundo graus. Por sorte, não precisou ser internado e foi liberado após o atendimento médico.

Celular no banheiro pode matar

Nesta semana, o caso da atleta russa Irina Rybnikova ganhou bastante repercussão.

A jovem de 15 anos morreu eletrocutada durante o banho depois que o seu iPhone teve contato com a água. 

Em fevereiro deste ano, Evgenia Sviridenko, de 24 anos, também morreu eletrocutada na Rússia após o seu iPhone plugado ao carregador cair na banheira. Dias antes, Kseniya P, de 12 anos, faleceu com o celular caindo dentro do box do banheiro. No ano passado, a americana Madison Coe, de 14 anos, teve o mesmo destino, da mesma forma.

Apesar de ainda ser um costume bem comum, já deu para perceber que é muito perigoso usar aparelhos eletrônicos ligados na tomada em locais como o banheiro. A água (não pura) é um ótimo condutor de eletricidade. Lembra das aulas de física?

Quando estamos molhados, os sais existentes em nossa pele propiciam esse caminho de propagação (são chamados de eletrólitos) necessário para a corrente elétrica. Por isso, a chance de choque é bem maior do que se estivéssemos secos.

Segundo João Carlos Lopes Fernandes, professor de engenharia elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia, a água conduz a energia elétrica e distribui essa energia pelo corpo humano, que também passa a funcionar como condutor. Em casos assim, a pessoa pode ter uma parada cardiorrespiratória e morrer.

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