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Akin Abaz

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Veja cinco perfis de influenciadores indígenas para você ficar de olho

O indígena xavante Cristian Wari"u em foto publicada em seu perfil no Instagram - Reprodução/ Instagram/ cristianwariu
O indígena xavante Cristian Wari'u em foto publicada em seu perfil no Instagram Imagem: Reprodução/ Instagram/ cristianwariu
Akin Abaz

Akin Bakari D'Angelo dos Santos é fundador da InfoPreta e homem trans. Um curioso nato e um amante do desconhecido, sempre se interessou por montar, desmontar e entender o funcionamento dos eletrônicos. Fez cursos técnicos na adolescência e, aos 15 anos, já atuava na área da indústria com manutenção eletrônica de maquinário pesado. Em 2011, começou a consertar computadores em seu quarto e dois anos depois fundou a InfoPreta, empresa de serviços de manutenção que tem por objetivo inserir pessoas negras, LGBTQI+ e mulheres no mercado tech, aliando lucros a projetos sociais de grande impacto.

Colunista do UOL*

22/04/2021 04h00

A caracterização dos povos indígenas que aprendemos nas escolas e frequentemente vemos retratada nas mídias é algo que precisamos esquecer.

Provavelmente você já ouviu alguém deslegitimar a identidade de pessoas indígenas que não vivem de acordo com os estereótipos criados por pessoas não indígenas, como os que residem em cidades grandes ou que possuem celulares e computadores.

A diversidade dos povos indígenas é frequentemente apagada. Eles foram escravizados, assim como as pessoas negras trazidas da África, e dizimados. Ainda hoje, muitas pessoas ignoram que, de acordo com o IBGE, existem cerca de 305 etnias e 274 línguas indígenas diferentes.

Enquanto sociedade, ainda nos vemos presos no senso comum de que o indígena é somente aquela figura que anda nu, com acessórios como cocar e colares e um arco e flecha na mão

Ser indígena é muito mais do que isso. É o autorreconhecimento e a consciência de pertencer a uma etnia, preservando sua cultura e essência. Morar na cidade grande, cursar uma faculdade, trabalhar em órgãos públicos ou em grandes empresas não pode, e nem deve, ser capaz de apagar a identidade indígena de um indivíduo.

A tecnologia tem se mostrado grande aliada de muitos indígenas na missão de mostrar às pessoas não indígenas a realidade e a resistência de seus povos. As redes sociais são um canal de comunicação para essas pessoas, informando sobre suas tribos e mobilizando a sociedade para movimentos ativistas que protegem e preservam os povos e suas culturas.

A ciberinclusão indígena não é um fenômeno recente. Muitas aldeias já têm acesso a internet e os indígenas que residem na cidade, assim como quase todos nós, também fazem uso de smartphones, tablets e computadores. Essa inclusão é também capaz de manter e promover o movimento indígena.

Para além de entender e respeitar o que é ser indígena, é nosso trabalho nos manter informados sobre a sua realidade. Precisamos conhecer e compreender sua luta e o que pode ser feito para ajudar.

Um primeiro passo pode ser consumir conteúdo de pessoas indígenas, conhecendo suas histórias através deles mesmos.

Por isso, separamos cinco perfis que você deve acompanhar.

Cristian Wari'u

Conhecido como "guerreiro digital", Cristian é do povo Xavante e tem um canal no YouTube que fala sobre povos indígenas.

Juão Nyn

Juão é potyguar e militante do movimento indígena do RN. Formado em Licenciatura em Teatro pela UFRN, é artista e vocalista/compositor da banda Androide Sem Par.

Profissionais Indígenas

Projeto que tem como objetivo promover, divulgar e incluir indígenas no mercado de trabalho.

Thyara Pataxó

Thyara é graduanda em Tecnologia em Agroecologia pela UFRB e faz parte da liderança indígena da etnia Pataxó.

Copiô, Parente

Primeiro podcast feito para os povos da floresta no Brasil. Também estão no Twitter.

* Colaborou Rhayssa Souza, jornalista e redatora de conteúdo da InfoPreta

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL