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Preview: Company of Heroes 3 é robusto, mas tem curva de aprendizado brutal

Company of Heroes 3 - Divulgação/Sega
Company of Heroes 3 Imagem: Divulgação/Sega

Por Rodrigo Lara

Colaboração para o Start

13/07/2021 15h00

A Segunda Guerra Mundial, conflito que envolveu as maiores potências mundiais entre 1939 e 1945, costuma ser palco fértil para a indústria de games. A série Company of Heroes explora esse cenário desde seu primeiro título, de 2006. E, pelo visto, ainda tem muito a explorar: o tema continua em Company of Heroes 3, game para PC ainda em desenvolvimento.

O jogo ainda não tem data de lançamento definida, mas Start já teve a oportunidade de testar uma versão preliminar. Nossa percepção: Company of Heroes 3 traz novidades para a franquia, mas ainda é indicado para quem já tem experiência em jogos de estratégia em tempo real.

Sistema complexo

Company of Heroes 3 - Divulgação/Sega - Divulgação/Sega
Imagem: Divulgação/Sega

Tenho certo apreço pelo gênero, mas isso não significa que sou versado nele. E essa dura realidade me foi apresentada logo de cara.

Nesta versão de testes, foi possível experimentar dois modos principais: a campanha e o skirmish, uma espécie de jogo livre no qual você precisa defender áreas de interesse enquanto esmaga o exército adversário.

Ambos colocam o jogador no controle das forças Aliadas, para concluir uma invasão no sul da Itália, batendo de frente com a resistência do exército do Eixo.

A novidade é que, agora, o game é dividido em duas fases. Na primeira, no mapa geral, você posiciona e movimenta tropas como se estivesse em um tabuleiro, em um sistema que lembra bastante o de Civilization. Depois, trava batalhas em turnos, atacando posições inimigas adjacentes aos seus soldados.

Company of Heroes 3 - Divulgação/Sega - Divulgação/Sega
Imagem: Divulgação/Sega

Esses confrontos têm impacto direto no apoio aos soldados da fase seguinte: a de batalha em tempo real, característica da série. Por exemplo: digamos que você precisa conquistar um campo de pouso inimigo. Na fase de posicionamento, você conseguiu colocar unidades especiais ao lado desse local. Então, na batalha em tempo real, você terá acesso a soldados com aptidões específicas que tornam a missão menos complicada.

Mas é nas batalhas em tempo real que o bicho realmente pega. Além de derrotar as tropas inimigas, há objetivos bônus, como invadir um prédio específico para recuperar documentos ou matar um certo soldado inimigo.

Além de posicionar seus soldados, atacar e defender, você também precisa gerenciar e aprimorar uma base de operações. Conforme ela evolui, você consegue criar tropas especializadas ou outros recursos. Por exemplo: se você construir uma torre de controle aéreo, poderá usar bombardeiros.

A curva de aprendizado é uma parede

Company of Heroes 3 - Divulgação/Sega - Divulgação/Sega
Imagem: Divulgação/Sega

Outro objetivo é dominar e manter certas áreas do mapa que geram recursos, como combustível e munição. Eles são a "moeda" que permite ao jogador criar novos batalhões de soldados e manter uma pressão constante rumo à vitória.

Parece simples. E, na teoria, até é. O problema para iniciantes é que cada classe de soldados possui habilidades e usos específicos e, portanto, exige um controle mais preciso para serem aproveitadas ao máximo.

Um sniper, por exemplo, não deve ser posicionado em campo aberto, mas sim alocado atrás de coberturas ou dentro de prédios e estruturas com visão mais livre. Não adianta tentar fazer como na época de Warcraft 2 - simplesmente criar o máximo de unidades possível, enviá-la de qualquer jeito contra os rivais e vencer na base da força bruta.

Para os novatos, essa forte demanda por microgerenciamento gera uma curva de aprendizado que não dá nem para classificar como "íngreme". Ela está mais para uma parede mesmo. E, para piorar, ao menos na versão de teste, os tutoriais foram bastante superficiais.

O jeito é "aprender na prática". Mas isso acaba sendo frustrante: um movimento mal planejado pode resultar na perda de um ou de até todos os seus soldados. E aí, em muitos casos, não tem jeito: a melhor opção vai ser recomeçar a partida do zero. Reiniciar uma missão que já dura 30 ou 40 minutos pode tirar muita gente do sério.

Pontos positivos

Company of Heroes 3 - Divulgação/Sega - Divulgação/Sega
Imagem: Divulgação/Sega

Por outro lado, Company of Heroes 3 traz diversos elementos que tornam sua jogabilidade interessante, como mapas grandes e variados, o sistema de cobertura e cenários destrutíveis. Abrigar um grupo de soldados em um prédio, por exemplo, não é garantia de que eles estarão protegidos de ataques pesados, como tiros de tanque e bombardeios.

A SEGA ainda tem tempo hábil para conseguir equilibrar o grau de complexidade e de dificuldade do jogo. Enquanto isso, a recomendação é que os interessados comecem um bom aquecimento com os dois jogos anteriores, à venda em plataformas de games de PC. Assim, também poderão descobrir se o estilo da série agrada, reduzindo o risco ao se aventurar pelo terceiro game logo de cara.

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