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"Pokémon Sword e Shield": Por que alguns fãs estão revoltados com o jogo?

Fãs estão tão raivosos quanto alguns dos pokémon - Reprodução
Fãs estão tão raivosos quanto alguns dos pokémon Imagem: Reprodução

Giovanna Breve

Colaboração para o START

15/11/2019 04h00

"Pokémon Sword and Shield" chega oficialmente nesta sexta-feira (15) às lojas, mas já vêm gerando uma onda de protestos por parte dos jogadores. Isso porque conteúdos vazados desencadearam uma série de episódios que tem feitos os fã da franquia se revoltarem contra a Nintendo e a desenvolvedora Game Freak.

Os protestos vão desde "xingar muito no twitter" até pedido de petição. O START fez um compilado explicando os motivos de tanta insatisfação dos fãs.

Mudanças drásticas

A Nintendo revelou que "Pokémon Sword and Shield" não terá todos os pokémons das outras gerações, o que desagradou muita gente. A Game Freak, empresa responsável pelo desenvolvimento dos jogos, justificou que a redução seria para manter melhor a qualidade de gráficos para o Switch.

Outro corte que gerou revolta foi da Pokedex Nacional. Calma que a gente explica. Nos jogos anteriores, o jogador possuía dois tipos de Pokedex: a regional, em que aceitaria os monstrinhos no local em que o treinador se encontra, e a nacional, que englobaria todos os pokémon já encontrados.

Com a extinção da Pokedex Nacional, quem jogou os outros títulos não vai ter mais o acesso de muitos pokémon nos jogos novos, impedindo que se tenha uma coleção completa dos monstrinhos nas novas versões.

A exclusão desses recursos já foi a fagulha para a comunidade começar a demonstrar insatisfação pela internet, ao ponto da Pokémon Company divulgar, por meio do seu Twitter, o cancelamento do evento de lançamento de Pokémon Sword and Shield que aconteceria no Japão.

Oficialmente, a empresa explicou que o cancelamento do evento se deu por "motivos operacionais", mas internautas acreditam que o real motivo seria por questão de segurança, uma vez que pessoas insatisfeitas com a retirada da pokedex nacional ameaçaram Shigeru Ohmori e Junichi Masuda, ambos diretores da Game Freak, pelo Twitter. Tenso.

Importante ressaltar que o Japão sofreu em julho de 2019 um incêndio criminoso no prédio da Kyoto Animation, estúdio de animes, causando a morte de 35 pessoas e deixando 34 feridos. O episódio comoveu a população e deixou as autoridades japonesas em alerta.

O estopim

No começo de novembro, faltando duas semanas para a estreia oficial do jogo, imagens de todos os novos mostrinhos de "Pokémons do Sword and Shield" foram vazadas, mostrando visuais dos pokémons exclusivos de Galar, nova região explorada no game, e gameplays com batalhas.

Além disso, alguns usuários conseguiram uma forma ilegal de baixar o jogo e começaram a realizar lives e streams, motivo suficiente para a gigante Nintendo processar pessoas que soltaram ou quem estivesse divulgando imagens do vazamento.

Diversos produtores de conteúdo retirara vídeos e fotos por medo, com exceção do RuffledRowlit, canal no Youtube voltado para Pokémon, e o único a levar um strike da desenvolvedora japonesa por fazer uma live mostrando o vazamento. Acredita-se que ela puniu apenas esse canal como forma de lição para os demais, gerando maior descontentamento para os fãs.

Com os vazamentos, diversos fãs reclamaram das mecânicas e, principalmente, da baixa qualidade de gráficos e bugs que supostamente o jogo apresenta, uma vez que o motivo de não ter todos os pokémons seriam para preservar melhor qualidade gráfica.

Um post no Reddit pontuou as falhas e limitações em Pokémon Sword and Shield como baixa resolução gráfica, animações ruins causando uma divisão na comunidade de Pokémon.

#GameFreakLied X #ThankYouGameFreak

Nesta semana de lançamento, começou a aparecer no Twitter a tag #GameFreakLied (Game Freak Mentiu, em tradução livre) em que usuários demonstram irritação e sugerindo boicote ao jogo. O nível de desagrado chegou até a Casa Branca e internautas abriram uma petição online pedindo para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impedir a venda do jogo no país americano.

Contudo, foi denunciado que streamers e contas estariam forjando as imagens e vídeos do jogo de propósito como forma de sabotar a empresa.

Se uma parte dos fãs pedem o boicote, outros tentam amenizar a situação e estão dando suporte e levantando a tag #ThankYouGameFreak (Obrigado Game Freak, em tradução livre) lembrando da importância da franquia e que só é possível saber se o jogo vale a pena ou não quando tiver em mãos a versão oficial, sem alterações e meios ilegais envolvidos.

Primeiras Avaliações

Em meio a essa guerra de opiniões e divergências, sites internacionais especializados em games publicaram reviews e críticas de Pokémon Sword and Shield. No geral, a maioria dos posts elogiam a saga por ser ambiciosa e trazer aquela alma de treinador que só a franquia consegue carregar, mas desliza em alguns aspectos de gameplay.

Não chora, pokémon! - Reprodução
Não chora, pokémon!
Imagem: Reprodução

O Metacritic, site que reúne notas de críticas de outros portais fazendo uma média geral, revelou que "Pokémon Sword and Shield" recebeu, até o momento, a nota 81 no total de 100, sendo das 19 avaliações, 15 positivas e 4 medianas. As notas variam entre 80 a 93, de bom à excelente, até 70 à 60, consideradas médias à boa.

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