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The Surge 2: cinco novidades para se empolgar com o "Dark Souls futurista"

A ação de "The Surge 2" chega em 24 de setembro para PC, Xbox One e PlayStation 4 - Divulgação
A ação de "The Surge 2" chega em 24 de setembro para PC, Xbox One e PlayStation 4 Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração para o START

25/07/2019 04h00

"Dark Souls" é um tema capaz de dividir os gamers. De um lado, a galera que sente repulsa diante do alto desafio e da frustração proporcionada pela série da FromSoftware. Do outro lado, temos aqueles jogadores que encontram no viés implacável da franquia uma forma de superar seus limites.

Seja você fã ou não da série, é inegável que ela é uma das mais influentes dos últimos tempos. E, claro, algumas produtoras resolveram surfar nessa onda. Uma delas foi a alemã Deck13, que tentou a sorte com "Lords of the Fallen", em 2014, mas só acertou a mão em 2017, com "The Surge".

Quer dizer, acertou a mão em termos: "The Surge" não é um jogo ruim, mas tem muitos momentos bem "quebrados", além de ter uma ambientação um tanto quanto estéril. Eu confesso que joguei um bocado, mas acabei sucumbindo, sendo vítima dos problemas do game.

Ainda assim, ele trazia novidades mecânicas interessantes, e o mais legal é ver que, dois anos depois, a Deck13 parece que está no caminho certo com "The Surge 2". Eu experimentei algumas horas de uma versão beta do jogo - que sai em 24 de setembro para a trinca PC, PlayStation 4 e Xbox One - e fiquei convencido de que essa sequência pega tudo que o primeiro teve de bom e se livra de boa parte dos defeitos.

Tanto que eu listei 5 novidades que me empolgaram no novo jogo.

Um novo mundo

O jogo se ambienta após o primeiro game, ainda que não haja uma relação umbilical. A treta toda é a seguinte: o planeta Terra sofreu um colapso ecológico provocado pelos humanos, e uma megacorporação chamada CREO (não é nenhuma referência a funk) tentou consertar isso lançando foguetes com nanorobôs que, supostamente, dariam um jeito em tudo. Isso deu errado e, como resultado, todos os humanos que utilizavam implantes mecânicos - a maioria da população, no caso - acabaram ficando loucos.

O primeiro game termina com o lançamento de um foguete da CREO cujo intuito era consertar as coisas - na real, matar a maioria dos seres vivos. E é nesse resto de mundo que você acorda.

"The Surge 2" se passa em Jericho City, onde você é um sobrevivente de acidente aéreo. Em vez de explorar uma fábrica, você vai se deparar com um ambiente mais aberto, ainda que totalmente detonado. Isso dá um certo ar de grandiosidade, e esse ambiente mais amplo também se mostra mais vivo, uma vez que haverá mais NPCs para interagir, pegar missões etc.

Esqueça, portanto, boa parte da sensação claustrofóbica do primeiro game. Ainda bem!

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Imagem: Divulgação

Cirurgia plástica

Uma das principais novidades de "The Surge 2" é a impessoalidade: em vez de controlar um protagonista pré-determinado, agora você cria o seu personagem por meio de personalização.

Se, por um lado, isso tira qualquer carisma do personagem principal, por outro permite que os jogadores não fiquem limitados a uma aparência pré-definida. É uma fórmula que games como "Dark Souls" e "Bloodborne" adotam - e, como resultado, vemos diversos vídeos com personagens bizarros por aí.

Ao contrário desses games, porém, você não escolhe uma "classe" para o personagem, ainda que ganhe alguns pontos para distribuir em habilidades nos primeiros minutos de jogo.

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A chinela vai cantar

Se o combate do primeiro jogo é bastante parecido com "Dark Souls", em "The Surge 2" a fórmula ganhou um tempero extra. Na verdade, as lutas estão mais ágeis e com direito até a combos que variam de acordo com o equipamento que você está usando.

Essa leve carregada na ação é vista até no ângulo de câmera, que ficou ligeiramente mais distante do personagem, permitindo uma visão mais geral da situação. As armas, por sua vez, carregam características mais únicas e que mudam consideravelmente a forma como você aborda as situações. Tanto elas quanto as partes de armadura podem ser melhoradas.

Um dos sistemas inovadores do primeiro game, o de desmembramentos, continua. Aqui, a ênfase é arrancar partes do corpo dos inimigos que contêm equipamentos. Ao fazer isso, você consegue novas armas e armaduras ou, ainda, materiais para aprimorar as que você já tem. E, pra fechar o pacote, o jogo ganhou um sistema de "parry" que lembra vagamente "For Honor": em posição de defesa, você pode usar o analógico direito para aparar golpes dos adversários em quatro direções diferentes e dar um contra-ataque poderoso.

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O seu pet cibernético

Uma das novidades que achei mais interessantes em "The Surge 2" é que, agora, você não joga necessariamente sozinho. Quer dizer, você não vai ter a companhia de um outro jogador, mas pode usar um drone capaz de fazer coisas interessantes.

A mais utilizada nessa versão de demonstração foi atacar os inimigos. Sim, agora você pode usar um drone para atirar na galera, e isso pode ser útil em diversas situações, como atacar inimigos distantes, aumentar o dano dos seus combos ou, ainda, interromper ataques adversários.

Ao menos na demonstração, não foi possível ver se esse sistema ganha novas nuances no decorrer do jogo. Ainda assim, ele parece bem promissor.

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Toques online

Como eu falei antes, não vai ser dessa vez que você vai conseguir jogar com os seus amigos, mas "The Surge 2" traz alguns elementos online: agora você pode ver e deixar mensagens para outros jogadores e também esconder "bandeiras" para serem encontradas por outros seres humaninhos.

Não é muito, é verdade, mas ao menos uma dessas pequenas novidades é bem útil: ao ter indicações de áreas perigosas ou, ainda, onde há itens valiosos, novatos têm uma chance menor de serem surpreendidos, além de tornar o avanço pelo game - que continua difícil - um pouco mais tranquilo.

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