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CS:GO: por que você deve seguir os passos do supertime Last Dance

Da equerda para direita: Fer, fnx e Fallen jogando CS:GO no SK Gaming da Alemanha - Divulgação/ELEAGUE
Da equerda para direita: Fer, fnx e Fallen jogando CS:GO no SK Gaming da Alemanha Imagem: Divulgação/ELEAGUE
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

20/01/2022 04h00

Um assunto dominou o Counter-Strike: Global Offensive brasileiro neste início de ano: a formação do Last Dance. É o supertime formado por Gabriel "FalleN", Fernando "fer" e Lincoln "fnx", que juntos foram bicampeões do Major em 2016, além de Vinicius "VINI", ex-FURIA, e Ricardo "boltz", também expoentes do CS:GO no Brasil.

(Quão bom são esses caras? Basta dizer que o título "Last Dance" foi emprestado da fase áurea do Chicago Bulls nos anos 90, liderados por Michael Jordan - até hoje considerados por muitos fãs como o maior astro do basquete mundial.)

A pergunta é: afinal, vai dar certo?

O que existe, por enquanto, é a vontade de jogar juntos. Falta serem "abrigados" por alguma org, que ofereça a estrutura de treino e competição internacional.

Ainda assim, mesmo com nada definido, você já deveria prestar atenção nesses caras.

Primeiro porque, do ponto de vista de narrativa, é um acerto enorme. O apelo midiático é gigantesco. FalleN já iniciou a produção de conteúdo em torno desse reencontro, com vlogs, clipes e impressões. É natural: no Brasil, simplesmente não existe gostar de CS:GO e não conhecer o "Professor", apelido carinhoso do pro player. O esporte eletrônico por aqui deve muito a ele, por sua postura e resiliência ao longo de anos.

Na verdade, todos os integrantes sabem gerar engajamento, cada um à sua maneira. Fnx, por exemplo. Campeão mundial em 2006, pela MIBR, e depois em 2016 com essa mesma formação do Last Dance, ele é um rei na arte de entreter. Polêmico, repleto de histórias e dono de um estilo único. E, ainda que "dar bala" em alguns momentos seja mero detalhe, ninguém pode duvidar da vontade dele.

Os mais nostálgicos citariam que, em um mundo ideal, Marcelo "coldzera" e Epitácio "TACO" também deveriam estar na equipe. Mas suas ausências não diminuem o impacto do Last Dance. Há empolgação suficiente para que ele vire um capítulo memorável na história do CS:GO brasileiro.

A não ser que algo de muito errado aconteça, é difícil acreditar que o Last Dance não renderá frutos ao quinteto. Recentemente, até o streamer Gaules bateu na tecla de que essa é uma grande oportunidade para todos os envolvidos. De fato, é - inclusive para nós, espectadores e fãs de eSports.

Ainda não há certeza sobre qual organização assumirá o compromisso e como se desenrolará as questões contratuais de FalleN, Boltz e VINI, ainda ligados legalmente às suas respectivas antigas equipes. Mas já podemos afirmar: quem puxar para si essa responsabilidade terá uma produção de ouro em mãos. Digna de livro, documentário e o que mais a imaginação permitir.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL