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OPINIÃO

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X1, a disputa "mano a mano", sai da informalidade e se consolida no eSport

X1 disputado no Red Bull Player One, hoje chamado de Solo Q - Bruno Alvares/Riot Games
X1 disputado no Red Bull Player One, hoje chamado de Solo Q Imagem: Bruno Alvares/Riot Games
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

02/12/2021 04h00

"X1, então?"

Essa expressão era recorrente na época das lan houses, quando o cenário competitivo de eSports no Brasil ainda dava seus primeiros passos. Basicamente, era um desafio: só você e outro jogador, sozinhos, um contra o outro. Não era só uma questão de vencer: era provar, da maneira mais direta possível, que você era melhor do que o outro, sem precisar da ajuda de um time.

Tantos anos depois, veja só: o X1 segue vivo e cada vez mais popular. Num cenário já profissionalizado de esportes eletrônicos, com dezenas de torneios milionários, sempre disputados em grupos, essa modalidade se consagra como um "respiro", uma alternativa mais leve e divertida - tanto para o público quanto para os próprios jogadores.

No League of Legends, o X1 foi tão longe que virou temática de um campeonato mundial da Red Bull e, obviamente, parte componente do All-Star, evento de final de ano para celebrar os principais LoLzeiros do planeta.

Em vários outros títulos, o "mano a mano" tem rendido grandes duelos, registrados em lives que batem recorde de audiência. Afinal, todo mundo quer saber "quem é o melhor?" É como se a gente pudesse ver um "gol-a-gol" espetacular só entre Neymar e Messi.

As publishers estã de olho e já entenderam que, embora certos formatos não rendam um campeonato mais formal, eles ainda podem ser incluídos no calendário oficial, com a devida pompa e divlgação. Há dividendos financeiros e também imateriais - a mobilização e satisfação da comunidade, por exemplo. Afinal, eSports não é só competir: é se divertir também.

É claro que os X1 não são unanimidades. Retomando o paralelo com o futebol: há quem ame desafios de embaixadinhas, de quem acerta mais bola na trave, ou até as "peladas de fim de ano". No basquete, há quem goste mais do All-Star da NBA do que da própria liga. Porém, também há quem ache tudo isso uma perda de tempo; um mero hiato até que voltem ao calendário as disputas que realmente "valem".

O esporte eletrônico absorve diversos elementos que já foram testados nas modalidades tradicionais - e tem a vantagem de absorver anos de experiência e poder filtrar o que cada comunidade gosta. Tudo depende dos personagens envolvidos (e dos seus respectivos apelos midiáticos), bem como da forma como o show é conduzido e "vendido" para o público. O estrondoso sucesso do beneficente CBOLÃO, comandado por Gustavo "Baiano", não nos deixa mentir.

O X1 sempre será um patrimônio dos games competitivos. Quem gosta do assunto certamente já disputou uma partida ou parou para assistir a alguma com seu ídolo. Não precisa ser um elemento central do show, mas pode ajudar a compor, fomentando eventuais rivalidades. Quando bem trabalhado, é um formato extra que tem muito a entregar a qualquer cenário.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL