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Em 4 anos, Fatima cresce 26% no ibope, mas esbarra no 'teto' de TVs ligadas

Programa de Fátima cresce de forma consistente no ibope desde a estreia, em 2012 - Divulgação
Programa de Fátima cresce de forma consistente no ibope desde a estreia, em 2012 Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

01/07/2016 09h39Atualizada em 01/07/2016 09h39

Desde sua estreia, em 2012, até hoje, a apresentadora Fátima Bernardes obteve um feito: elevou em 26% os pontos de ibope da Globo nas manhãs.

Em seu primeiro ano irregular, quando o “Encontro com Fátima” marcou 6,1 pontos na Grande São Paulo, o programa está em 2016 com uma média de quase 8 pontos (7,7). Cada ponto na região vale por 69 mil domicílios sintonizados.

Para uma atração matinal, 7,7 pontos é uma audiência bem relevante: garante a liderança isolada em praticamente todos os dias. Melhor ainda para a emissora é que Fátima se mostrou também um ótimo chamariz de anunciantes --inclusive alguns que nunca haviam anunciado na Globo.

O único problema é que, apesar de crescer de forma consistente em pontos, o “Encontro...” atingiu agora um teto praticamente instransponível: o share. O total de aparelhos de TVs ligados nas manhãs é quase imutável há anos: 34%.

Isso significa que no horário do programa da ex-âncora do “Jornal Nacional” apenas 34 em cada 100 aparelhos de TVs estão ligados na Grande SP, o que restringe muito a capacidade de obter números melhores.

Afinal, depois das madrugadas, a faixa matinal (6h às 11h59) é a que menos tem público.

Outro ponto questionável é o próprio conteúdo do programa: baseado quase que exclusivamente em convidados da casa, quase sempre em clima de oba-oba e discussões amenas, além de atrações musicais popularescas, Vai bem, é fato, mas não irá muito além disso.

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