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Caso Ana Hickmann: Polícia também investiga irmão de atirador em Minas

Ana e a cunhada e assessora, Giovana, que foi baleada, foi operada e agora passa bem - Reprodução/Instagram/gioliveira12
Ana e a cunhada e assessora, Giovana, que foi baleada, foi operada e agora passa bem Imagem: Reprodução/Instagram/gioliveira12
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

22/05/2016 14h36Atualizada em 22/05/2016 15h43

A Polícia Civil de Minas ainda não está plenamente convencida de que Helisson Augusto Pádua, irmão de Rodrigo de Pádua --que tentou matar Ana Hickmann no último sábado (21) -- não tivesse nenhum conhecimento da obsessão do irmão pela apresentadora, e que não soubesse que ele tinha problemas visíveis de comportamento.

Helisson deu entrevista a jornalistas após o crime do irmão. Aos prantos, ele afirmou que Rodrigo nunca demonstrou ter qualquer problema (mental ou de comportamento) e que nunca fez mal a ninguém.

No último sábado, Rodrigo se hospedou no mesmo hotel em que Hickmann estava, e, armado, disparou contra a apresentadora. Acertou sua cunhada e assessora, Giovana. Segundo informações da polícia, enquanto era enfrentado por Gustavo, marido de Giovana e cunhado de Ana (irmão de seu marido, Alexandre). Rodrigo acabou morto.

“Mataram ele, mataram meu irmão”, disse Helisson às câmeras

A polícia agora também está rastreando vários perfis que Helisson mantém em redes sociais, e como foram os contatos desses perfis com os de Rodrigo, nas últimas semanas.

Helisson teria até seis perfis somente no facebook. Ele se identifica como “empresário e empreendedor”, membro da “Igreja Universal”, “Juiz de Fora”, “Manaus” e usa ainda um outro com o nome de Helisson Augusto Michelle Oliveira.

Um investigador mineiro ouvido na tarde deste domingo pela coluna, em sigilo, disse que é no mínimo “estranho” que o irmão tenha tantos perfis, sendo que alguns sem foto, e que é preciso rastrear as trocas de mensagens dele com o irmão e com outros familiares.

A polícia já confirmou que Rodrigo de Pádua, que estava desempregado, era obcecado por Ana e tinha comportamento obsessivo em redes sociais. Também era obcecado por academia e que quase não tinha vida social, que se limitava ao mundo digital.

Ana disse em nota que está extremamente abalada com o fato.

A família Pádua até o momento não anunciou um advogado constituído para o caso. Assim que o fizer, e se ele se manifestar, sua versão será aqui incluída.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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