PUBLICIDADE
Topo

TVs gastaram quase US$ 100 milhões com medição de audiência da GfK

GfK chega ao mercado brasileiro para competir com o Ibope - Moacyr Lopes Júnior/Folhapress
GfK chega ao mercado brasileiro para competir com o Ibope Imagem: Moacyr Lopes Júnior/Folhapress
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

19/10/2015 17h26

Para viabilizar a entrada de uma nova empresa que meça a audiência e o público de seus programas (e anúncios), três das principais emissoras de TV do país estão investindo cerca de US$ 100 milhões.

São quase R$ 400 milhões que devem ser gastos neste e nos próximos anos por Record, SBT e RedeTV!, as emissoras que decidiram "pagar pra ver" uma nova empresa mensurando seus índices de audiência.
 
Terceira tentativa
Embora seja a a primeira vez que o Ibope terá um concorrente instalado de fato, não é a primeira vez que alguém tenta obter uma "segunda opinião" sobre a audiência da TV brasileira. 
 
Entre o final dos anos 80 e início dos anos 90, Silvio Santos também andou desconfiado sobre os dados do Ibope. O empresário tentou bancar sozinho a entrada de uma nova empresa no país, a Nielsen, mas acabou desistindo por excesso de custos.
 
Doze anos atrás, Silvio teria feito outra tentativa, ao criar o Datanexus para concorrer com o Ibope. A empreitada custou,à ocasião, cerca de R$ 4 milhões e durou menos de um ano.
 
Quando surgiu a perspectiva de o GfK entrar no país, o dono do SBT foi um dos primeiros a dar seu apoio. Afinal, essa é a sua terceira tentativa de ter uma outra opinião sobre o público de sua própria emissora.