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Depois de von Richthofen, crime do Castelinho da Rua Apa vai virar filme

O Castelinho da Rua Apa passou décadas abandonado e foi reformado recentemente, sendo administrado por uma ONG voltada a população em situação de rua - Bruno Poletti/Folhapress
O Castelinho da Rua Apa passou décadas abandonado e foi reformado recentemente, sendo administrado por uma ONG voltada a população em situação de rua Imagem: Bruno Poletti/Folhapress

De Splash, em São Paulo

08/10/2021 12h46Atualizada em 08/10/2021 17h42

Mais um crime que chocou o país vai virar história de filme: o caso do Castelinho da Rua Apa, ocorrido em 1937 e que dá fama de "mal-assombrado" ao local.

Em comunicado enviado a Splash, a produtora Galeria Distribuidora, a mesma dos filmes sobre Suzane von Richthofen, confirmou que a obra está em andamento e tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2022.

A obra de ficção, ainda em fase de desenvolvimento, será inspirada na lenda e imaginará o que pode ter acontecido com três membros da família Reis, mãe e dois filhos adultos, encontrados mortos dentro da sua residência em 1937. Galeria Distribuidora

O Castelinho da Rua Apa foi residência da família César Reis no início do século 20, cujo parentes eram donos do famoso cinema Broadway, na avenida São João.

No dia 12 de maio de 1937, Álvaro César Guimarães Reis matou a própria mãe e o irmão dentro de casa. Em seguida, tirou a própria vida.

Contudo, as causas do crime nunca foram esclarecidas.

O local foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp), mas ficou em situação de abandono. O Castelinho foi restaurado em 2016 e passou a ser sede de uma ONG no ano seguinte.

Segundo reportagem do UOL em 2015, vizinhos relatam que 'nada dá certo' no local e que a construção teria sido amaldiçoada pelo dono que causou a tragédia, tornando o local uma das lendas urbanas da capital.

Produtor do novo filme, Gabriel Gurman disse que a aposta é no "potencial" do caso e com o gênero "true crime", como foi com "A Menina Que Matou os Pais" e "O Menino Que Matou Meus Pais".

Não entraríamos em outro projeto do gênero 'True Crime' se realmente não acreditássemos no potencial da história. Não queremos apenas replicar histórias, gêneros ou formatos, mas sim desenvolver cases e conceitos únicos para cada obra que desenvolvemos, e não será diferente nesse caso. Gabriel Gurman