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Diego Moraes: o repórter que derreteu nossos corações nas Olimpíadas

Fernanda Talarico

De Splash, em São Paulo

16/08/2021 12h01

Dizem que as Olimpíadas despertam o nosso melhor, e foi nesse lado positivo do espírito olímpico em que brilhou Diego Moraes, repórter da TV Globo e do SporTV.

Ele emocionou o Brasil de diferentes maneiras: com a namorada atleta, com um ídolo, e com o reconhecimento nacional de sua trajetória.

Reprodução/ Instagram - Reprodução/ Instagram
Imagem: Reprodução/ Instagram
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A história do jornalista, de 33 anos, chegou ao público em 2016, quando o lado jornalístico de Moraes se encontrou com outro bastante importante na vida do repórter: o de atleta de caratê.

Globo/Ronaldo Gonçalo - Globo/Ronaldo Gonçalo
Imagem: Globo/Ronaldo Gonçalo

Moraes parou de lutar aos 18 anos, mas, quando soube que a modalidade estaria presente nas Olimpíadas de Tóquio 2020, ligou para a antiga técnica e voltou a treinar.

Assim, surgiu a ideia de juntar o lado atleta ao jornalista na série Diego San, apresentada no "Esporte Espetacular".

Disponível no Globoplay, a série estreou em 2017 e acompanhou a trajetória de Moraes ao tentar alcançar o sonho de se tornar um atleta olímpico. Foram 34 episódios exibidos ao longo de quatro temporadas.

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No entanto, Diego Moraes foi eliminado na última fase da disputa pela vaga, em Portugal, e não foi às Olimpíadas como atleta. Os perrengues, as vitórias e as derrotas podem ser assistidos em Diego San.

Idealizei e criei essa série também para mostrar para os jovens e crianças pretas e pobres do brasil que alguém preto pode ser protagonista, de luvas ou de microfone
Diz o jornalista no episódio final de Diego San

A Splash, o repórter-carateca revelou ver com outros olhos os atletas presentes nos Jogos.

Segundo ele, a vivência de buscar uma vaga o fez um jornalista diferente, pois entende a pressão psicológica e o desgaste físico de buscar o topo do ranking.

Senti todas as emoções e os sentimentos do ciclo olímpico de um atleta. Isso me amadureceu também como jornalista e como pessoa. Foi além do esporte.
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Mesmo fora da competição, Diego Moraes conseguiu concretizar a vontade de ir aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020: ele foi escolhido para fazer parte do grupo de repórteres da TV Globo enviados ao Japão para acompanhar de perto as competições.

Não faltaram momentos de emoção durante as Olímpiadas, e Moraes protagonizou alguns daqueles de amolecer até o mais frio dos corações.

Reprodução/ Rede Globo - Reprodução/ Rede Globo
Imagem: Reprodução/ Rede Globo

Abraço na Namorada

Um deles aconteceu quando Aline Silva, atleta de luta olímpica, foi eliminada nas oitavas. Diego Moraes estava acompanhando como repórter, mas ao encontrá-la chorando na zona mista, a consolou com um abraço.

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Acredito que as pessoas tenham percebido quanto orgulho eu tenho dela como pessoa, como atleta, como mulher.

Reconhecimento

Outro momento que chamou a atenção aconteceu durante uma coletiva de imprensa do vôlei de praia, quando Alison Cerutti, o Mamute, conheceu Moraes e o parabenizou pela jornada de atleta.

Fiquei muito feliz ao ver um cara que foi prata em Londres e campeão no Rio de Janeiro emocionado com a minha história. Isso só mostra que valeu a pena.

Para o jornalista, tanto o momento com Aline Silva, quanto com Mamute, ficaram marcados na memória e são considerados como vitórias para ele.

"Ganhei duas medalhas de ouro nas Olimpíadas: na cobertura da Aline e com o reconhecimento do Alisson."

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O caratê não estará nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, pois ele não é esporte olímpico e esteve na competição deste ano por decisão do Japão, como sede. No entanto, Diego Moraes pretende estar novamente como jornalista.

Meu objetivo é contar histórias, fazer com que as pessoas tenham cada vez mais orgulho dos atletas que representam nosso país e entendam que eles dão o máximo.