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Há 30 anos no ar, Mylena Ciribelli ainda é confundida com Renata Ceribelli

Mylena Ciribelli trabalha com jornalismo há 30 anos - Record TV/ Divulgação
Mylena Ciribelli trabalha com jornalismo há 30 anos Imagem: Record TV/ Divulgação

Fernanda Talarico

De Splash, em São Paulo

29/01/2022 04h00

Mylena Ciribelli, 54, trabalha com Jornalismo há mais de 30 anos e é um dos nomes históricos da TV esportiva. Uma longa trajetória na Globo, de quase 20 anos, e há 13, sua nova casa é a Record. Mesmo com uma carreira tão consolidada, a jornalista acredita ser uma exceção.

Em entrevista a Splash, Ciribelli diz que "o esporte ainda é um reduto masculino". Mas, em sua visão, há um trabalho árduo por parte das mulheres — tanto atletas, quanto jornalistas — para reverter o quadro. "Estamos conquistando cada vez mais espaço, e fazemos isso muito bem".

Ainda há um pouco dessa coisa dos homens acharem que sabem mais que a gente em relação a esportes. Não é como era na época em que eu comecei, mas ainda existe.

Atire a primeira pedra a mulher que nunca ouviu "Se você é realmente torcedora, fala a escalação vencedora do melhor ano do time". Mylena Ciribelli aguentou muito essa provocação em sua carreira, mas diz que nunca se importou. "Sempre me irritou esse tipo de coisa, até porque a minha memória para nomes é péssima. Se eu fosse depender disso, estaria ferrada."

Segundo conta, a paixão por esporte veio de família, pois seu pai sempre a ensinou e incentivou. Durante a entrevista, Ciribelli recordou dos jogos de futebol em que ele era uma espécie de "juiz" e organizava com a molecada de Nova Friburgo (RJ). Por medo da filha se machucar, a única menina entre os garotos, ele a escalava como goleira. "Quando alguém chutava, ele gritava: 'Olha a Mylena! Chuta devagar', e assim eu conseguia agarrar todas as bolas."

"Eu tenho um bom reflexo, sou daquelas que pego mosquito no ar e teria me dado bem como goleira se eu treinasse mais, mas eu gosto mesmo é de estar no ataque. Quando fui ficando mais velha, queria era chutar para fazer gol."

No entanto, o verdadeiro amor esportivo de Mylena Ciribelli é outra modalidade: "Meu esporte favorito é o vôlei. Eu adoro futebol, mas amo o vôlei". "Eu não cresci muito, tenho 1,65 cm, então sou muito baixinha para jogar."

Mas é Mylena ou Renata?

Muito bem-humorada, Mylena leva na esportiva as confusões que acontecem envolvendo ela e a também jornalista Renata Ceribelli, pois mesmo com os sobrenomes escritos de maneira distintas, a sonoridade é bastante parecida. Mas, conta a apresentadora, há sim um parentesco entre elas: "somos primas!".

"O pai dela foi registrado de maneira diferente, acontece muito na hora que foram registrar no cartório", explica. "A gente brinca muito porque as pessoas realmente confundem nossos nomes. Às vezes as pessoas me param na rua e falam: 'Renata!' e falo: 'Opa, tudo bem?'. Eu nem corrijo... Só falo se pessoa pedir autógrafo ou pede pede para marcar nas redes sociais, dai eu comento: 'tá, mas eu sou a Mylena!"

A confusão também aconteceu com Renata, conta a apresentadora. "Perguntam para ela: 'Mylena, cadê a Renata?'." As primas se divertem e não veem problema algum em serem confundidas.

Renata Ceribelli é prima de Mylena Ciribelli - João Cotta/ TV Globo - João Cotta/ TV Globo
Renata Ceribelli é prima de Mylena Ciribelli
Imagem: João Cotta/ TV Globo

Esporte Record

Apresentadora da Record TV desde 2009, Ciribelli apresentava o "Esporte Fantástico" até o programa ser suspenso da grade da emissora em por causa da pandemia de covid-19, em 2020. Desde então, a apresentadora está à frente do bloco diário de esportes do "Balanço Geral" do Rio de Janeiro, o "Balançando a Rede". Além disso, o programa, "Esporte Record" estreou no último sábado, às 10h30, com a apresentação de Mylena Ciribelli e Fred Ring.

Mylena Ciribelli - Record TV/ Divulgação - Record TV/ Divulgação
Mylena Ciribelli está na TV há 30 anos
Imagem: Record TV/ Divulgação

A Splash, a apresentadora contou que o programa "focará principalmente no Cariocão e no Paulistão" em sua cobertura. "Estamos bem empolgados pois temos dois grandes produtos para trabalhar: o campeonato mais charmoso do Brasil, que é o carioca, e o mais competitivo, que é o paulista", conta.

O fato da Record TV ter os direitos dos campeonatos vai nos dar uma mobilidade entre as pautas ainda maior também, porque teremos mais acesso aos jogadores, mais possibilidades de entrevistas. Estamos em um ótimo patamar.

"Não tem jeito, futebol é a paixão nacional. Por isso, trabalhar com futebol é delicioso, porque teremos o público para acompanhar e comentar com a gente", diz Ciribelli.

"Agora sou youtuber"

Durante a pandemia de 2020, a jornalista viu a oportunidade de iniciar o seu canal no YouTube, ideia que ela já tinha há bastante tempo. "Já estávamos filmando alguns vídeos para o meu canal, mas a pandemia começou. Demorou um pouco, mas eu achei que fosse um bom momento de colocar entretenimento no ar".

E assim surgiu o "Mylena a Mil", conta na qual ela publica conteúdo não apenas de esportes, mas também de receitas e bem-estar. "Tô adorando, agora sou youtuber!", conta. "Posso falar de tudo um pouco, inclusive saúde, algo que eu sempre gostei muito. Inclusive, eu queria ser médica!"

Nas publicações, Ciribelli aparece praticando acro ioga, dançando tango, falando sobre futebol e outros diversos assuntos. Para ela, é uma maneira de ampliar ainda mais o escopo de coisas que faz. "Sou ligada no 220, e o bacana do meu canal é isso, incentivar as pessoas a se movimentarem."