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Se você imagina o Gabigol no trap, você não está sonhando: 'Está próximo'

O atacante do Flamengo, Gabigol
O atacante do Flamengo, Gabigol
Reprodução/Instagram

Guilherme Lucio da Rocha

De Splash, em São Paulo

16/05/2021 04h00

Feche os olhos. Imagine que você é o camisa 9 e artilheiro do Flamengo, o clube de maior torcida do Brasil. Não suficiente, você é ídolo dessa nação, sua comemoração é imitada por adultos e crianças em tudo quanto é canto do país.

Será que sobra espaço e tempo para mais sucesso?

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Bem, se você imaginou que estamos falando de Gabigol, você acertou! E para o "príncipe" rubro-negro parece que esse espaço existe.

O atacante do Flamengo e da Seleção Brasileira nunca escondeu sua paixão pelo rap nacional. Quando ainda jogador do Santos, ele já recebeu a visita - e cobranças - dos santistas Emicida, Mano Brown e Projota nos jogos e treinamentos.

Splash conversou com Jé Santiago, que faz parte da Recayd Mob e é parceiro do jogador. O cantor explicou que Gabigol é fã e manja bastante de música. Os dois se conheceram entre 2019 e 2020, quando o atleta marcou o rapper no Instagram.

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Ele disse que curtia o meu som, o som da Recayd e acabamos criando um vínculo desde então. Falamos bastante de música e ele manja da parada.
Jé Santiago

A Recayd, inclusive, foi responsável pela trilha sonora do documentário "Predestinado", que conta a história de Gabigol e está disponível na Globoplay. Segundo Jé, a ideia surgiu do próprio atleta.

Mas então teremos o Gabitrappper?

Com certeza! Ele curte muito. Já falamos sobre isso e está próximo. Ele já pediu pra eu dar uma dicas de composição e tudo mais.
Jé Santiago
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Se Gabigol já tem uma ajuda fera para compor, na produção ele não vai ficar atrás. Em entrevista ao podcast Podpah, o produtor Papatinho também se colocou à disposição do, hoje, jogador.

O atleta do Flamengo, inclusive, já foi gravado diversas vezes no estúdio do carioca e flamenguista Papatinho na presença de outros rappers, como L7nnon e Kawe.

Ele se amarra mais em rap do que em futebol. se pá. Ele brinca, fala dos gols da Libertadores, pede para ir no estúdio. Vou fazer o Gabigol virar trapper.
Papatinho, no podcast PodPah

Inovador, mas não inédito

Se Gabigol decidir virar cantor não será algo novo no mundo do futebol brasileiro. Na febre do pagode anos 1990, os jogadores Marcelinho Carioca e Amaral integraram o grupo gospel "Divina Inspiração".

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Também temos exemplos de atletas que se aventuraram na música depois de se aposentaram, como o rei do futebol, ou daqueles que são parças de cantores, como Neymar. Mas equilibrar as duas funções no auge da carreira nos gramados é raro.

No entanto, Jé lembra que a relação de atletas com o trap nos Estados Unidos é mais estreita, principalmente entre os jogadores da NBA, liga profissional de basquete.

Ele lembrou nomes como Victor Oladipo e Damian Lillard, que já lançaram seus sons.

Som de Lillard, que usa o nomer artístico Dame D.O.L.L.A.

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O rapper diz que no Brasil aquela ligação automática de jogador com pagode é coisa do passado. Hoje, o trap está em alta e o cantor, que é corintiano, diz que até mantém contato com alguns atletas.

Falo com o Marinho [Santos] e o Gabriel [Corinthians], por exemplo. O pessoal mais novo vai acompanhando os novos tempos. Mas de gostar mesmo, igual o Gabigol não tem (risos).
Jé Santiago