PUBLICIDADE
Topo

Drew Barrymore se abre sobre um ano e meio em ala psiquiátrica aos 13 anos

Colaboração para o Splash, em São Paulo

23/02/2021 14h58

Já sabemos que a infância de Drew Barrymore não foi um mar de rosas, mas cada vez mais a atriz encontra espaços para se abrir sobre esse momento de sua vida.

Em entrevista à Howard Stern, Drew contou que sua mãe se viu obrigada a fazer uma intervenção na vida de sua filha e levá-la a uma ala psiquiátrica, onde viveria por um ano e meio. Isso aconteceu quando a atriz tinha 13 anos. Hoje, no entanto, a apresentadora entende o que levou sua mãe a tomar esta decisão.

"Eu era uma estrela mirim irresponsável, com muitos recursos. Eu ia a baladas e não à escola, roubava o carro da minha mãe e, sabe, estava fora de controle", contou a atriz.

Mas o lugar onde Barrymore ficou era barra pesada. "Eu costumava rir desses lugares tipo 'Malibu 30 dias'. 'Malibu' é o oposto da experiência que eu tive. Fiquei um ano e meio num lugar chamado 'Van Eyes Psiquiatria'. E você não podia bagunçar lá e, se você fizesse, você seria jogado numa sala acolchoada ou em macas restritas, e amarrado lá", revelou a estrela.

Hoje ela reconhece que era uma forma extrema de tentar discipliná-la, mas com o tempo ela reconheceu que era o que ela precisava. "Eu me perguntei o por quê daquilo estar acontecendo. E eu pensei: 'Talvez você precise da forma mais louca de estrutura porque tudo era tão acessível, disponível e bagunçado no seu mundo que talvez precise de algo assim pra você recomeçar o resto da sua vida'. Mas isso não me veio por uns 6, 8 meses. Nos primeiros 6 meses eu estava apenas com muita raiva", contou Drew.

Apesar de tudo isso, hoje ela compreende melhor sua mãe. "Acho que depois de 30 anos de terapia, muita busca interior e tendo filhos eu acho que ela criou um monstro. E ela não sabia o que fazer com esse monstro", disse ela, que depois desses anos de terapia conseguiu perdoar sua mãe por essas escolhas.

A relação da atriz com sua mãe hoje é muito melhor, e a ensinou a ser uma mãe melhor. "Eu disse para minha própria filha... algo veio à tona e eu disse: 'Eu não sou sua amiga. Eu nunca serei sua amiga. Eu sou sua mãe. E eu tive uma mãe que foi amiga, e não faremos isso".