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200 jogos da seleção e oito Copas: Tino Marcos respirava esporte na TV

Tino Marcos fez história ao longo de quase 35 anos na Globo
Tino Marcos fez história ao longo de quase 35 anos na Globo
Instagram/Reprodução

Daniel Palomares

De Splash, em São Paulo

08/02/2021 04h00

Depois de quase 35 anos, Tino Marcos resolveu colocar um ponto final em sua história com a Globo. Um dos mais célebres repórteres esportivos decidiu dedicar mais tempo à família e sua vida pessoal, mas deixa uma trajetória marcada por grandes momentos.

Sabedor de que chegaria, vira e mexe eu pensava nele: o dia em que sairia da Globo. Ele deveria ser planejado pra, então, ser festejado. E chegou desse jeitinho mesmo. Com uma sensação bombando, justo a que eu mais desejava: a gratidão. Obrigado a tantos, de tantas gerações.

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Desde a infância

A paixão pelo esporte e também pelo jornalismo vem desde cedo. Na infância, Tino já era vidrado em ler notícias esportivas. Depois de se formar na faculdade, chegou a trabalhar em dois jornais impressos antes de migrar para a TV.

Desde pequeno, sempre fui um consumidor voraz de noticiário esportivo. Frequentador de Maracanã, ouvia rádio e lia jornal. Não se concebe um jornalista esportivo que não sabe quem foi o campeão mundial de 1954.

Tino, em entrevista ao Memória Globo

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Tino Marcos deixa a reportagem da Globo (Reprodução/Globo)
Imagem: Reprodução/TV Globo

Verde e amarelo

Na emissora, Tino se tornou o jornalista que mais tempo esteve cobrindo a seleção brasileira: foram mais de 200 jogos! Tanta proximidade resultou em laços mais estreitos com ídolos como Romário e Ronaldo Fenômeno.

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Ronaldo tirou a chuteira e me deu. Fiz a passagem para o Jornal Nacional segurando a chuteira com a qual ele tinha feito o gol da vitória.

relembra Tino, sobre a cobertura da vitória do Brasil sobre a Turquia na Copa de 2002

Falando em Copa...

Tino tem história pra contar quando se trata de Copa do Mundo. Ele cobriu as últimas oito, acompanhando a conquista do tetra, nos EUA, em 1994, e também do penta, na Coreia do Sul, em 2002.

Tino ainda acompanhou Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos, Copa América, Copa das Confederações... Ele estava lá em Atenas, em 2004, quando o corredor Vanderlei Cordeiro de Lima, que liderava a maratona, foi derrubado por um fanático religioso.

vanderrr - Clive Mason/Getty Images - Clive Mason/Getty Images
Vanderlei Cordeiro de Lima ficou com o bronze na Maratona das Olimpíadas de Atenas (2004). Foi tavez a mais dramática medalha brasileira. O atleta liderou a prova até os 35 quilômetros, a pouco mais de sete quilômetros do final, quando um ex-padre irlandês invadiu a rua e interceptou Vanderlei Cordeiro, fazendo com que ele fosse ultrapassado por dois adversários
Imagem: Clive Mason/Getty Images
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Vanderlei veio na nossa direção quando terminou, se ajoelhou, chorou. Fizemos uma entrevista exclusiva ali

Como despedida, Tino produziu uma série sobre as Olimpíadas de Tóquio, que ainda deve ir ao ar neste ano. Enquanto a pandemia não cessa, seu plano é o de aproveitar a vida em família.

Não sei quando vamos voltar a ter a plenitude. E quando vamos voltar? Não sabemos como está o mundo. Minha filha se formando na faculdade, minha esposa se aposentado, perdi os meus pais. 2021 está me trazendo muitas novidades. Por agora é isso. Ficar em casa o máximo que eu posso.

em entrevista ao GE