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Portugal fez de Adriana Calcanhotto uma amante de vinho: 'Beber história'

Adriana Calcanhotto: amante de vinhos
Adriana Calcanhotto: amante de vinhos
Leo Aversa/Divulgação

Daniel Palomares

De Splash, em São Paulo

26/10/2020 04h00

Quem não gosta de um bom vinho de vez em quando? Mas será que você conhece todos esses segredos por trás da bebida milenar? Adriana Calcanhotto mergulhou mais fundo no universo dos vinhos quando passou a se dividir entre Brasil e Portugal.

A cantora conta a Splash o que descobriu na "terrinha".

Eu bebia vinho de uma forma amadora e recreativa. Os vinhos de Portugal me deram a oportunidade de entender como é feito o vinho, como se constrói, o tempo que leva. São gerações, pessoas extremamente dedicadas àquilo.

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Adriana Calcanhotto
Imagem: Vinhos de Portugal/Out of Paper/Reprodução

A cantora foi convidada pelo evento Vinhos de Portugal, que promove as bebidas locais, a conhecer vinhas e vinícolas ao redor do país inteiro. Ela viajou pela região do Douro e do Dão, conversando com produtores e saboreando os mais diversos tipos da bebida.

A melhor coisa dos vinhos portugueses é que eles são portugueses! Acho fascinante as histórias do vinho, de pessoas que se dedicaram e deixaram aquilo para as próximas gerações. Os portugueses têm uma habilidade muito grande de conviver com o arcaico e o contemporâneo.

O que ela descobriu?

Em suas viagens, Adriana foi entendendo melhor o processo de criação das bebidas portuguesas, além de ter a chance de experimentar tipos de vinho que nunca imaginou.

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As raízes do vinho são os exércitos romanos em Portugal. O vinho começou a ser produzido lá com tecnologia romana. É um mundo mágico para uma pessoa como eu. Nessa volta por Portugal, cheirei e provei alguns vinhos antigos. Beber um vinho da Madeira de 1725 é beber história!

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Adriana Calcanhotto
Imagem: LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

Como reconhecer um bom vinho?

Quando vamos a um restaurante ou mesmo compramos no supermercado, encontramos vinhos de todos os preços. Mas como saber se aquele vinho é realmente especial? Será que isso realmente importa? Adriana acha que não.

Eu sou uma curiosa! Quando mais a gente vê e descobre, mais temos noção de que não sabemos nada. As pessoas precisam acreditar mais na própria sensibilidade degustativa. Esquecer qualquer ritual. Isso é desnecessário!

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Futura enóloga?

Apesar de todas as descobertas e paixões em torno dos vinhos, Adriana não pensa em se tornar especialista no assunto. É apenas uma grande apreciadora.

Carreira de enóloga não! Nem dou conta da minha carreira! (risos) A minha vontade é conhecer mais lugares de Portugal, continuar fazendo as visitas Às vinhas e vinícolas, conhecer as pessoas. Gostaria de voltar e rever todos que conheci, ver como estão. São pessoas incríveis.

Dividida

Desde 2015, quando foi convidada a ser Embaixadora da Universidade de Coimbra e dar aulas por lá, Adriana se divide entre o Rio e Portugal. Além dos vinhos, o país a encantou por outras diversas razões.

Portugal tem tantas coisas interessantes e que me fascinaram. Fui me apaixonando pela gente portuguesa, pela diversidade que eu não supunha que um país tão pequeno pudesse ser tão diverso. Isso mudou minha opinião porque eu achava que nós do Brasil somos diversos por ser do tamanho de um continente.

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Quarentena

Pouco tempo antes do início da quarentena ao redor do mundo, Adriana ainda estava fazendo shows pelo Brasil e por outros países. Desde que a pandemia explodiu, porém, ela se mantém em seu apartamento no Rio e confessa gostar da vida um pouco mais tranquila.

Tenho espaço-tempo para criar, estudar, cuidar da casa. Estou levando uma vida muito essencial que, no dia a dia, com os compromissos, não consigo. A gente vai se enchendo de penduricalhos e pessoas. Eu gosto dessa vida extremamente simples.

É difícil falar sobre planos no meio da situação que vivemos, mas ela torce para conseguir fazer uma nova turnê mundial no próximo ano.

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Tenho bastante saudade do palco. Fiz lives. Confesso que tendo público, fica muito melhor. Aquela catarse de ter a sala cheia com as pessoas cantando faz falta. A ideia é viajar em 2021 com um show de voz e violão pela Europa, EUA e Japão.