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Fã de GTA e primeiro applemaníaco: Jorge Aragão, o geek que você respeita

Lado B - Jorge Aragão
Lado B - Jorge Aragão
Splash

Guilherme Lucio da Rocha

De Splash, em São Paulo

28/09/2020 04h00

"Quem foi que falou que eu não sou um moleque atrevido?". Assim começa "Moleque Atrevido", um dos maiores sucessos de Jorge Aragão. Como a canção sugere, o sambista é do time dos ousados, principalmente quando o assunto é tecnologia.

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Num bate-papo com Splash, Jorge Aragão falou sobre sua paixão por tecnologia e garantiu ser o dono do primeiro iPhone no país.

O primeiro iPhone que chegou no Brasil fui eu que consegui. As pessoas mais próximas me falaram: 'Tá maluco? Como vai comprar um telefone que não liga para ninguém?'. Não tinha nem chip para o aparelho no Brasil, mas eu queria. Eu sempre quis ter essas novidades em primeira mão.

Foi por meio dessa paixão por novas tecnologias que o cantor conheceu o mundo dos games. Desde o lançamento do Atari, Aragão diz acompanhar de longe o que tem de novo nesse universo.

Porém, foi com os novos consoles e o aprimoramento da tecnologia que a paixão aflorou.

E ele é sonysta, viu?!

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Dentro desse meu mundinho [da tecnologia] eu conheci os games. Eu achava interessante como passam horas e me perco ali. Eu passei a jogar mais recentemente, com esses jogos mais modernos. Foi aí que me apaixonei.

Um exemplo de como o sambista é gente como a gente: um dos seus jogos preferidos é "GTA V". Mas em vez de pensar em fechar o game completando todas as missões, o negócio dele é dar rolê e tiro.

Em vez de ficar jogando, atirando e tal, eu vi o mapa da cidade e passei por um trem. Um hora eu consegui um jeito de pular para dentro de um trem e o mundo parou naquele momento! O jogo falando que eu tinha que ir para tal lugar, fazer tal coisa e eu só querendo ficar ali no trem.

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Em vídeo publicado no seu perfil do Instagram, Aragão aparece dando uns pipocos no "Call of Duty: Modern Warfare".

O cantor diz que não tem um estilo de jogo preferido, que o negócio é ir desbravando e aprendendo.

E por falar em rede social, nosso geek favorito também está presente em quase todas --e bem ativo, por sinal.

A sua preferida é o Instagram.

O Vô tá ON

Uma publicação compartilhada por Jorge Aragão (@jorgearagaodacruz) em

Ele diz que AMA interagir com a galera, mas é radicalmente contra a falta de espontaneidade de quem frequenta a rede. Com Jorge Aragão, essa coisa de ficar pensando em engajamento não tá com nada.

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O alcance, como lidar com as rede sociais, horários, está muito além da minha capacidade de simplesmente postar qualquer coisa. Quando começaram a me falar que eu podia arrumar milhares de seguidores, de uma forma que não achava certa, eu abominei.

Uma assinatura falsa que mudou a carreira

Jorge Aragão é um dos maiores compositores da história da música popular brasileira. Participante da primeira formação do Fundo de Quintal, lá no final dos anos 1970, ele deixou o grupo porque queria seguir uma carreira fora dos palcos, só compondo.

Na virada dos anos 1980, Aragão foi para Manaus visitar seus parentes e trabalhar em algumas composições. Até que certo dia ele recebeu uma proposta meio irrecusável.

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Foi o [produtor musical] Milton Manhães que insistiu para que eu gravasse. Ele prometeu ao presidente da [gravadora] RGE que me convenceria, mas eu batia o pé. Então ele me disse que já tinham feito um contrato e ele falsificou minha assinatura, acredita? Resumo: eu fui para o Rio e gravei o álbum.

Jorge Aragão, que completou 71 anos em março deste ano, agora trabalha em "Jorge 70". O álbum foi lançado no último dia 25 e conta com diversas músicas que fizeram sucesso na voz de Aragão e de outros sambistas.