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Astro do rap, Machine Gun Kelly agora é do rock: 'Quero liderar movimento'

Machine Gun Kelly
Machine Gun Kelly
Divulgação

Leonardo Rodrigues

De Splash, em São Paulo

05/10/2020 04h00

Você deve conhecer o Machine Gun Kelly pelo hit "Bad Things", que ele lançou com a Camilla Cabello. Ou então por discos de rap e sua carreira de ator, que já soma quase 20 trabalhos. Mas agora ele resolveu jogar tudo para o alto e lançou um álbum inteirinho de rock, chamado "Tickets to My Downfall".

Sim! Bem da verdade, um 'pop punk' esteira Green Day. Ouça aí

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Nada é por acaso: essa virada, já ensaiada no disco anterior, aconteceu após Machine participar de "The Dirt - Confissões do Mötley Crüe" (2019), cinebiografia da banda em que interpretou o lendário baterista Tommy Lee, conhecido por tocar de cabeça para baixo —e por ser ex de Pamela Anderson.

Nós fomos atrás do Machine Gun Kelly —nome inspirado em um gângster americano— para entender melhor essa história. Afinal, o rock está em baixa nas paradas. Ele diz que sempre amou bandas como Nirvana, Radiohead e Blink-182 e que essa nova fase, palavras dele, é fruto de "um chamado do universo".

Eu meio que fui convocado para fazer isso. Ser líder de um renascimento não só de um gênero musical, mas de uma cultura. A mesma cultura pela qual me apaixonei na infância. Sou livre para ir além de rótulos que nos imprimem.
MGK, senhor da autoestima

O fato é que esse "chamado" começou meio estranho. Colson Baker (nome real dele) deve ter ficado bem pistola quando descobriu que a capa do álbum dele havia sido plagiada. Sim! O artista que ele contratou simplesmente copiou uma fotografia de Sen Mitsuji, que mostra o corpo de um homem caindo.

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Tá bem claro, né?

Eu não sabia. Mas mudei a capa logo que descobri. No mesmo dia, contei isso para um amigo. Fui ao meu quintal, ele pegou a câmera e tirou uma foto minha com a piscina vazia.
Machine Gun Kelly, o último a saber

Mudando de assunto, perguntamos ao MGK como foi estrelar um filme tão cheio de loucuras como o "The Dirt". Quer dizer, oficialmente é um filme, mas também serve como uma grande homenagem ao espírito do "sexo, drogas e rock ´n´ roll". Não poderíamos esperar outra coisa da cena glam metal dos anos 80.

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Mas qual foi a maior loucura que rolou nas filmagens? Só para a caracterização do personagem, por exemplo, o rapper que virou rocker precisou chegar mais cedo no set para uma sessão de cinco horas de maquiagem. Isso durante três meses.

Como outros atores da banda eram britânicos, comecei a falar com sotaque inglês nos bastidores. E na cena final, quando a banda sobe no palco, eu nem tinha falas. Mas o diretor [Jeff Tremaine] disse: 'OK, pode falar assim, mas apenas suba na merda do palco'.
Bem, essa não é a loucura que imaginávamos

Tivemos ótimos momentos, com muitas risadas. No primeiro mês, o diretor fez questão de nos levar para nos conhecer melhor em bares. Fomos a um show de jazz na primeira noite. Para a gente beber junto, se entrosar e não lembrar o que aconteceu depois
Agora melhorou um pouquinho

Aliás, precisamos confessar que é um tanto quanto difícil tirar opiniões dele. Perguntamos sobre Eminem, a quem e já alfinetou (e muito) na música "Rap Devil", e se ele se incomoda com o fato de ter virado alvo da imprensa de celebridades agora, após engatar romance com a atriz Megan Fox.

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Ele já lançou até clipe com ela

As respostas que ouvimos dele? "Não tenho nenhuma relação com Eminem" e um ainda mais lacônico "flashs me incomodam sim". Opinião sobre as eleições americanas e o mundo na pandemia? Política também não é com ele.

Eu só quero tocar ao vivo, cara. Eu sou alguém que cura. Trago pessoas para música. Não para a política. Não vou comentar.
Tudo bem. Quem perde é o público

Também deixamos para o fim para falar: como é, sendo alguém do rap, ter um hit pop tão avassalador como "Bad Things", que você lançou com a Camilla Cabello em 2016?

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É um hit que depois posso olhar na parece, com o certificado pendurado. Assim olho para meus discos de hip hop. Para um garoto que saiu de Cleveland, ser capaz de ter esse sucesso é algo improvável. E eu sempre gostei de forçar os limites.

OK! Sucesso para esse guerreirinho, não importa em qual estilo!