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Timão, tímido e sem partido: o Heraldo Pereira que você não conhecia

Heraldo Pereira torce para o Corinthians
Heraldo Pereira torce para o Corinthians
Zé Paulo Cardeal / TV Globo

Marcela Ribeiro

De Splash, no Rio

28/09/2020 04h00

Você provavelmente já viu o jornalista Heraldo Pereira algumas vezes na bancada do "Jornal Nacional", nas inúmeras reportagens na TV, nos comentários políticos ou na Globo News. Mas será que você sabia que ele torce para o Timão e se considera envergonhado?

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Pois é, foi difícil, o jornalista bateu um papo com o UOL, mas quando o assunto é vida pessoal, ele faz a linha discretão! Mesmo assim, conseguimos descobrir algumas curiosidades sobre ele!

Reservado

Heraldo Pereira e a mulher Cecilia Maia em 2011 - Marcello Brava/ Ambev - Marcello Brava/ Ambev
Heraldo Pereira e a mulher Cecilia Maia em 2011
Imagem: Marcello Brava/ Ambev

Heraldo Pereira é casado com a jornalista Cecilia Maia e tem duas filhas: Mayara e Isadora. Elas não seguiram a profissão do pai. Uma é psicóloga e a outra é formada em Moda.

Sem vida virtual

O jornalista não tem redes sociais, entende a importância dela nos tempos atuais, até como uma ferramenta de propagação das notícias, e, além de ser discreto, tem um motivo para isso, inicialmente justificando que é antigo, um "velho jornalista"

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A televisão é muito trabalhosa, não tenho tempo, gostaria de ter um pouco mais de tempo, sou de grupo de pesquisa jurídica na UNB, onde fiz mestrado em Direito, gostaria de ter mais tempo para estudar, para não fazer nada. Se eu tiver acesso à rede social, não vou ter tempo para fazer algumas coisas.

Tímido

Além da falta de tempo, por trabalhar 12 horas por dia, ele diz que é envergonhado.

Nas outras 12 horas, gosto de ler, de jogar bola, não tenho rede social porque não tenho tempo. O trabalho me exige e também sou uma pessoa reservada, sou muito tímido

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Jornalista não é notícia

O motivo de não curtir exibir por aí sua vida privada também vem de um aprendizado profissional.

Sou de um tempo que a gente falava assim 'jornalista não é notícia, o que interessa é a informação'. Fui muito formado com isso

Timão

Nas horas vagas - e fora da pandemia - Heraldo revela que uma de suas paixões é o futebol.

Sou Timão. Adoro futebol, fui ao Japão buscar o campeonato mundial do Corinthians. Tenho grupo de pelada em Ribeirão Preto, São Paulo, Campinas, no Rio. Onde vou, tento ter um grupinho, adoro pelada de futebol dos barrigudos.

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Andréia Sadi é são-paulina. Qual é time dos jornalistas da Globo?

Paixão herdada do avô

O encantamento pela profissão de repórter surgiu bem precoce para Heraldo, que se alfabetizou sozinho, lendo os cadernos de sua irmã mais velha. Ainda na infância, ele já decidiu o que queria ser quando crescer.

Eu era garoto lá em Ribeirão Preto, tinha uns cinco, seis anos, e eu ouvia rádio com o meu avô, ficava tão encantado com o noticiário, me perguntava como é que o repórter e os interlocutores iam buscar aquela notícia, isso me entusiasmava muito

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Na época, sr. Sidilei Jacó, talvez nem imaginava, mas foi um grande incentivador para o neto tomar gosto e seguir na profissão de jornalista.

O rádio era uma coisa que eu ficava fascinado em ouvir as notícias. Meu avô que era analfabeto gostava muito de noticiário e isso me encantou desde cedo. Sempre fui muito contador de histórias

Trabalho árduo

Heraldo Pereira fez grandes coberturas políticas do país em sua trajetória na TV. Da campanha Diretas ao impeachment de Fernando Collor, passando pelo lançamento do Plano Real e a eleição de Dilma Rousseff, o repórter, apresentador e comentarista político da Globo acompanha o dia a dia dos governantes.

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Apesar de as dificuldades enfrentadas pela imprensa com o governo atual, Heraldo não enxerga o momento como o mais complicado para atuar na profissão.

É sempre difícil a busca profissional pela informação para ela ser processada e entregue à população em forma de notícia. É um trabalho árduo, exaustivo, cansativo e que o nosso compromisso como jornalista é com a opinião pública

Heraldo Pereira - Reprodução/Globo - Reprodução/Globo
Imagem: Reprodução/Globo

Em diferentes momentos nós tivemos e teremos dificuldades na realização do nosso ofício. Seria injusto com figuras que viveram outros momentos destacar esse momento nosso como o período de mais dificuldade. Também é um período que nós temos dificuldades, aqui e em várias partes do mundo na busca da informação

Sem partido

O jornalista explica que o objetivo do seu contato com os parlamentares ou autoridades é a busca da informação. Com o presidente Jair Bolsonaro, Heraldo fala há bastante tempo, já que ele já foi deputado federal no Rio por sete mandatos, de 1991 a 2019. O repórter reforça que não tem partido político.

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Não tenho partidarismo político, eu conto do ambiente político, mas o partidarismo político fica difícil na nossa profissão, nunca tive. Nunca fui simpático ou antipático as correntes tal ou partidos políticos

JN

Heraldo estreou na bancada do "Jornal Nacional" em 2002. Ele foi o primeiro apresentador negro fixo na bancada do telejornal e gosta de brincar com três coincidências da vida.

Sou do dia 1º de setembro, o Jornal Nacional é do dia 1° setembro, e o Corinthians também é do mesmo dia.

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Via Jornal Nacional desde criança, sempre foi uma referência, tenho muito orgulho de poder participar do rodízio de apresentadores, por onde passaram profissionais dos mais emblemáticos que tivemos e ainda temos. Foi muito marcante, me honra poder ter estado lá