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Masterchef fica com pena de candidatos medíocres e pega leve nos esculachos

Paola Carosella no MasterChef (Reprodução/Band) - Reprodução/Band
Paola Carosella no MasterChef (Reprodução/Band) Imagem: Reprodução/Band
Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

Colunista do UOL

05/08/2020 11h15

A nova temporada do Masterchef segue um novo formato, totalmente diferente do que conhecíamos até aqui. Por conta da pandemia, decidiram fazer episódios autocontidos, com um elenco novo a cada programa.

É evidente que o processo de seleção ficou menos rigoroso. Não é possível filtrar os talentos com tanta sofisticação, dada a necessidade de arranjar oito cidadãos diferentes toda semana —e dispostos a enfrentar a pandemia fora de casa.

O resultado inicial foi bastante proveitoso. O nível baixo dos postulantes ao título transformou o Masterchef em comédia pastelão.

Como são apenas duas provas, acaba sendo também uma espécie de jogo de azar. Até o ano passado, quem não sabia cozinhar o rabo do salmão poderia compensar a ignorância em alguma outra situação. Não dá mais tempo.

Pratos feios, vacilos primários e as divertidíssimas reações dos jurados deram a tônica dos primeiros episódios. Mas por algum motivo, resolveram tirar o pé do acelerador no programa que foi ao ar na última terça-feira.

Mesmo com a evidente inaptidão da maioria dos participantes, Paola, Jacquin e Fogaça empreenderam uma versão montessoriana do Masterchef, com quase tanto reforço positivo quanto no Mestre do Sabor da Globo.

Isso deixou a experiência muito aborrecida. Mesmo com alguns personagens interessantes, como um rapaz de intenso sotaque paulistano que quase desmaiou ao ver sangue na carne do peixe, a falta de fricção entre o absurdo e os jurados foi frustrante.

A aposta precisa ser nos pequenos momentos de catarse, já que não poderemos acompanhar o desenvolvimento daquelas figuras ao longo das semanas. Menos crítica construtiva, um pouco mais de esculacho. É para isso que ficamos acordados até tarde.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL