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Surto de covid-19 interrompe cruzeiro e obriga 3 mil turistas a desembarcar em Lisboa

3.jan.2022 - Passageiros do navio Aidanova que não contraíram o novo coronavírus deixam a embarcação em Lisboa - Patricia de Melo Moreira/AFP
3.jan.2022 - Passageiros do navio Aidanova que não contraíram o novo coronavírus deixam a embarcação em Lisboa Imagem: Patricia de Melo Moreira/AFP

03/01/2022 18h35

Cerca de três mil passageiros foram obrigados a desembarcar nesta segunda-feira (3) de um cruzeiro que seguia para as Ilhas Canárias. Um surto de Covid-19 a bordo forçou a embarcação a interromper a viagem em Lisboa, informaram as autoridades portuguesas.

O navio de cruzeiro AIDAnova, com 2.844 passageiros e 1.353 tripulantes a bordo, atracou em Lisboa depois de passar pelo porto de La Coruña, no noroeste da Espanha. Ele estava programado para chegar às Ilhas Canárias espanholas depois de passar pela ilha portuguesa da Madeira.

Mas depois que os primeiros casos de contágio apareceram na quarta-feira (29), a operadora AIDA Cruises Sunday decidiu suspender a viagem "para a segurança e saúde de seus hóspedes e da tripulação", disse um porta-voz da empresa à AFP. Nesta segunda, o navio já registrava 68 casos positivos, 60 deles entre os tripulantes.

Os primeiros passageiros com resultado positivo foram colocados em quarentena em hotéis. Os demais foram transportados aos poucos de ônibus com destino ao aeroporto de Lisboa e enviados para seus países de origem, afirmou o chefe da Polícia Marítima da capital portuguesa, Diogo Vieira Branco. Segundo ele, as pessoas infectadas são assintomáticas ou apresentam sintomas leves.

Passageiros com resultado positivo no navio da operadora alemã AIDAnova foram colocados em um ônibus com destino ao aeroporto de Lisboa antes do amanhecer - PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP - PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP
Passageiros com resultado positivo no navio da operadora alemã AIDAnova foram colocados em um ônibus com destino ao aeroporto de Lisboa antes do amanhecer
Imagem: PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP

Passageiros vacinados e testados duas vezes

A companhia informou que todos os passageiros maiores de 12 anos, assim como a tripulação, estavam "completamente vacinados". Além disso, todos foram testados duas vezes antes de embarcar.

O navio AIDAnova, que opera desde 2018, tem uma capacidade de cerca de 5.200 passageiros, estava atracado em Lisboa desde quarta-feira. Várias nacionalidades estavam a bordo, mas a maioria dos passageiros eram alemães.

O barco deve deixar o porto de Lisboa ainda esta semana. Sua próxima viagem estava prevista para 15 de janeiro, com destino a La Palma, nas Canárias, mas ainda não se sabe se o cruzeiro será mantido.

Como boa parte das empresas de setores ligados ao turismo, a atividade de cruzeiros, que havia retomado há pouco tempo, ainda tenta se recuperar da pandemia. Mas as contaminações à bordo tem abalado as viagens.

Nesta segunda-feira mais de 2.000 pessoas que viajavam em um cruzeiro em águas indianas foram impedidas de desembarcar após um surto de covid-19 a bordo. O "Empress" zarpou de Mumbai com destino à ex-colônia portuguesa de Goa, mas as autoridades portuárias bloquearam o navio no domingo quando estava perto de seu destino, na cidade de Vasco, após detectar as infecções. Ao menos 66 pessoas a bordo estariam infectadas com o vírus.

Descumprimeito dos protocolos sanitários no Brasil

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou neste domingo que vai investigar informações de violações dos protocolos anticovid em cruzeiro, depois que surtos afetaram três embarcações que navegavam na costa brasileira. "O descumprimento dos protocolos sanitários e a desobediência às medidas de restrição impostas pelas autoridades constituem infrações sanitárias que, se confirmadas, resultam em multas e suspensão das atividades (das companhias de cruzeiro)", alertou a Anvisa em um comunicado.

O alerta foi dado depois que veículos de comunicação brasileiros reportaram que passageiros de um dos navios afetados, o Costa Diadema, violaram ordens de quarentena para participar de uma festa de Ano Novo.

O Brasil permitiu a retomada dos cruzeiros em novembro, mas ordenou às empresas que implementassem protocolos estritos contra a covid-19, que incluíam submeter a testes os passageiros e colocá-los em quarentena em caso de infecção.

(Com informações da AFP)