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No pós-pandemia, Torre Eiffel volta a receber 13 mil visitantes por dia

Parisienses e turistas voltaram a passear pela Torre Eiffel, na capital francesa - NurPhoto via Getty Images
Parisienses e turistas voltaram a passear pela Torre Eiffel, na capital francesa Imagem: NurPhoto via Getty Images

da RFI*

05/11/2021 10h35

Em dificuldades financeiras devido à crise provocada pela pandemia da covid-19, a Torre Eiffel registrou, em outubro, números de visitantes semelhantes aos anteriores à pandemia. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4), no mesmo dia em que o governo francês realizou uma cúpula chamada "Destino França", com o objetivo de manter o país como o principal destino turístico do mundo e atrair investidores.

Durante o verão europeu (inverno no Brasil), mais de 13 mil pessoas visitaram este símbolo de Paris, todos os dias. A média antes da pandemia era de 25 mil, ou seja, um número equivalente, considerando-se a atual capacidade limitada de 50% nos elevadores.

Já nos fins de semana de outubro, o número de turistas aumentou para mais de 20 mil, ou seja, "melhor que em 2019" no mesmo período, informou a Sete, empresa que administra o monumento e que observou um "retorno" de cidadãos de países vizinhos e dos Estados Unidos.

Quem visita a "dama de ferro", como é conhecida a Torre Eiffel, pode ver as obras de pintura que já foram retomadas, depois da suspensão, desde o início de fevereiro, devido à presença de vestígios de chumbo acima do limite permitido. Os trabalhos devem ser concluídos até os Jogos Olímpicos de 2024.

O monumento reabriu as portas em julho, após nove meses fechado, e registrou "um bom mês de outubro", graças a uma "real volta do turismo" à capital francesa, garantiu a Sete.

Ainda sem turistas e com proteção contra o coronavírus, Torre Eiffel reabre nesta quinta 25 - Getty Images - Getty Images
A Torre Eiffel ainda fechada para visitação durante os primeiros três meses da pandemia
Imagem: Getty Images

Nem a exigência do passaporte sanitário atrapalhou a visitação. Os turistas não vacinados devem apresentar testes de antígeno negativo para covid-19. Entretanto, com 1,5 milhão de visitantes previstos para 2021, comparados a 6,2 milhões em 2019, esse retorno progressivo não permitirá cobrir "as perdas acumuladas" com a crise, segundo a empresa.

Para este ano, a empresa prevê perdas de 75 milhões de euros (cerca de R$ 482 milhões). Em 2020, teve um déficit de 52 milhões de euros (cerca de R$ 334 milhões).

Plano para reconquistar o turismo

O encontro de cerca de cinquenta empresários franceses e internacionais do setor do turismo com o presidente Emmanuel Macron, faz parte da elaboração de um "plano para reconquistar o turismo", pretendido pelo governo, e que deve ser apresentado em meados de novembro pelo primeiro-ministro francês, Jean Castex.

Entre os presentes estavam representantes de investidores (Certares, KKR, Montefiore), de navios de cruzeiros (Carnival, Royal Caribbean Cruzeiro), do setor hoteleiro (Accor, Radisson, Marriott) e plataformas turísticas (Expedia, Virtuoso, Airbnb).

"Devemos multiplicar as sinergias entre os setores" e "pensar entre 5 e 10 anos para recolocar o turismo nos trilhos e que o destino França seja o primeiro", após uma crise sanitária que reduziu de 90 milhões o número de turistas estrangeiros na França, em 2019, para 40 milhões em 2020, disse Emmanuel Macron durante seu discurso no Palácio do Eliseu.

16.mai.2020 - Pessoas usando máscara de proteção enquanto tiram foto em frente à Torre Eiffel, em Paris, na França - Gonzalo Fuentes/Reuters - Gonzalo Fuentes/Reuters
Nem mesmo a pandemia conseguiu manter os turistas e parisienses longe do cartão postal
Imagem: Gonzalo Fuentes/Reuters

"Tínhamos 15 bilhões de euros em investimento por ano antes da crise, devemos apontar para 20 bilhões por ano", continuou Macron. "Preciso dos seus investimentos", concluiu o presidente.

Após o discurso, os convidados se dirigiram ao Hotel da Marinha, na Praça da Concórdia, para mesas redondas e debates bilaterais organizados pelo Secretário de Estado do Turismo, Jean-Baptiste Lemoyne.

O objetivo é destacar aos investidores os muitos ativos da França: sua cultura, sua gastronomia, seu fácil acesso para vizinhos europeus, sua forte clientela local, e "nomes" de regiões que falam internacionalmente (Côte d'Azur, Borgonha), mas também a sua infraestrutura de transporte e saúde.

Antes da crise sanitária, o setor do turismo representava 16 bilhões de euros em investimentos por ano na França. Com a pandemia, os investimentos caíram para cerca de 10 bilhões de euros, segundo dados da Atout France, Agência de desenvolvimento turística da França.

(*Com informações da AFP)