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Grandes cruzeiros internacionais também são cancelados devido à ômicron

Nas situações mais extremas, passageiros tiveram suas viagens interrompidas, cumprindo isolamento dentro dos navios atracados em portos até que possam retornar para casa - Unsplash/Josiah Weiss
Nas situações mais extremas, passageiros tiveram suas viagens interrompidas, cumprindo isolamento dentro dos navios atracados em portos até que possam retornar para casa Imagem: Unsplash/Josiah Weiss

De Nossa

18/01/2022 13h48

Assim como no Brasil, onde cruzeiros foram cancelados após surtos e a temporada foi suspensa até fevereiro, as viagens de grandes companhias e portos internacionais também foram comprometidas pelo avanço da variante ômicron.

A empresa Celebrity Cruises comunicou ao jornal "The New York Times" na segunda (17) que havia adiado o serviço do navio Celebrity Eclipse devido ao atual avanço da pandemia em território americano — e ao redor do globo. A embarcação agora está programada para retomar quatro viagens entre março e abril.

No sábado (15), a Norwegian Cruise Line cancelou um cruzeiro no meio de seu roteiro de dez dias pelo Caribe, segundo informações da rede de tevê NBC. O navio Norwegian Gem atracou em St. Martin, no entanto, sem previsão de retorno para o porto de partida, em Nova York, fazendo com que milhares de viajantes ficassem "presos" no mar.

A linha de cruzeiros informou à NBC que o cancelamento ocorreu devido a "circunstâncias relacionadas à covid-19", mas não divulgou dados de infectados, por exemplo.

Já na sexta-feira (7), a Royal Caribbean anunciou que as viagens de três navios — Serenade of the Seas, Jewel of the Seas, Symphony of the Seas — foram pausadas enquanto o retorno da embarcação Vision of the Seas aos mares foi adiada para 7 de março de 2022.

"Lamentamos ter que cancelar as tão esperadas férias de nossos hóspedes e agradecemos sua lealdade e compreensão", acrescentou a empresa que essas medidas foram implementadas "com muita cautela".

No início da mesma semana, a Royal Caribbean já havia cancelado seu cruzeiro Spectrum of the Seas, que estava programado para 6 de janeiro, depois que nove convidados da viagem de 2 de janeiro foram identificados como contatos próximos de um caso covid-19 local de Hong Kong.

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), entidade do governo americano que monitora a pandemia, emitiu um alerta pedindo ao público que evite embarcar em cruzeiros, por considerar que a transmissão do vírus é facilitada neste tipo de ambiente mesmo para os vacinados.

Já no Brasil, 97 casos de covid-19 detectados nos navios MSC Seaside e no Costa Fascinosa impuseram também transtorno a passageiros que se viram em quarentena dentro das embarcações e tiveram seus passeios cancelados. A Anvisa recomendou a suspensão definitiva da temporada na quinta-feira (12) pelo mesmo motivo, mas a decisão final cabe ao Governo Federal.