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Dicas para uma viagem mais segura em tempos de pandemia

mala viagem covid máscara  - iStockphotos
mala viagem covid máscara
Imagem: iStockphotos

Eduardo Vessoni

Colaboração Nossa

24/09/2021 22h12

Apesar do avanço da vacina e da flexibilização em diversos setores da economia, a pandemia ainda não acabou. Mas pela movimentação turística que se tem visto nas últimas semanas no país, o brasileiro está mais disposto para voltar a viajar. Mas é preciso ter em conta algumas medidas, antes de cair na estrada outra vez.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), deve-se ter atenção com medidas que possam gerar uma falsa sensação de segurança. Triagem com base na temperatura corporal e preenchimento de formulários ou declaração dos viajantes são importantes, mas não devem ser tomados como única forma de proteção contra a covid-19.

Neste mini guia de segurança sanitária, Nossa selecionou algumas medidas que o viajante deve tomar na hora de viajar:

ANTES DE VIAJAR

- As regras podem variar entre uma cidade e outra, por isso, informe-se previamente sobre a situação sanitária do destino, como regras de circulação, obrigatoriedade de equipamentos de proteção e horários reduzidos nos estabelecimentos.

- Como o status pode mudar a qualquer momento, é recomendado um roteiro de viagem que permita alterações na programação, sobretudo cancelamentos sem custos para o turista.

- Mesmo dentro do próprio país, procure contratar um seguro de viagem que tenha cobertura específica para COVID-19. Empresas têm oferecido planos com serviços extras como regresso sanitário, traslado médico e hospedagem de acompanhante.

O QUE LEVAR

chapéu de praia com máscara e álcool em gel viagem covid - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

- Na medida do possível, leve apenas mala de mão, desde que respeitadas as dimensões estabelecidas por cada empresa, para evitar passar por procedimentos como despacho de malas em aeroportos.

- Embora estabelecimentos devam disponibilizar álcool em gel em locais estratégicos, não conte com a sorte e tenha seu próprio kit de proteção como álcool em gel, lenços descartáveis e, claro, máscara de proteção facial (que deve ser usada, nunca é demais lembrar, para cobrir boca e nariz).

- Para controlar o acesso a locais fechados, alguns destinos no Brasil têm exigido comprovante da imunização. Por isso, baixe algum dos aplicativos oficiais, como o Conecte SUS, onde é possível consultar as vacinas tomadas e as datas de aplicações das doses. Para evitar possíveis problemas de conexão de internet, leve também o documento impresso.

NO AVIÃO OU NO ÔNIBUS

- Máscara é item obrigatório na hora de embarcar. Companhias aéreas permitem apenas modelos cirúrgicos descartáveis, máscaras dos tipos PFF2 e N95 (sem válvula) ou as de tecido com tripla camada.

- Nos aviões, não são permitidos lenços ou bandanas, protetores bucais plásticos, máscaras com válvula e as artesanais de crochê ou tricô, e protetores faciais de acrílico (face shield) usados sem a máscara.

- No caso de viagens de longa duração, sejam aéreas ou terrestres, leve máscaras extras para substituição.

- Ao retirar sua bagagem, higienize-a com álcool 70%, sobretudo alças, zíperes e rodinhas das malas.

NO HOTEL

Covid desafia setor do turismo e transporte aéreo - Stefan Cristian Cioata/Getty Images - Stefan Cristian Cioata/Getty Images
Imagem: Stefan Cristian Cioata/Getty Images

- Procure estabelecimentos com selo "Turista Responsável" do Ministério do Turismo que, entre diversas medidas, estabelece um metro de distância em todas as áreas sociais, colaboradores com EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual) e atividades como sauna e academias de ginástica com agendamento prévio.

- Evite contato físico com funcionários e outros hóspedes, como abraços e aperto de mão.

- Dispense serviços de valet no estacionamento e de mensageiro (aquele que leva a bagagem dos hóspedes até os quartos, entre outras funções).

- Evite o empréstimo de equipamentos de lazer, como bolas e boias.

- Se for ficar em um hotel de espaços reduzidos, procure os que tenham refeições com reserva de horários ou opte pelo serviço de quarto. Cardápios impressos também devem ser evitados, dê preferência às versões digitais.

NO DESTINO

- Defina todo o roteiro da viagem com antecedência, dando prioridade a atividades em ambientes abertos e bem ventilados.

- Permaneça de máscara durante todo o tempo e tenha sempre com você seu kit pessoal de higienização, com álcool em gel e lenços descartáveis.

- Nos casos de atrações em locais fechados, consulte antecipadamente os dias e horários com menor movimento de visitantes. Sites de busca como o Google costumam trazer na primeira tela da pesquisa um gráfico com informações como as horas do dia com pico de visitação.

- Para evitar exposição em aglomerações como filas, dê preferência para prestadores ou atrativos turísticos que tenham digitalizado seus serviços, como emissão online de ingressos e check-in virtual para embarques em aviões e ônibus.

- Procure também fazer pagamentos de forma virtual, como transferências do tipo PIX ou por aproximação, e abuse dos totens de autoatendimento, sobretudo em hotéis e aeroportos.

NOS PASSEIOS

Caasal de turistas com máscara - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images

- Quando possível, procure fazer deslocamentos internos em transporte particular, como veículo próprio ou carros de aplicativos. Se precisar usar transporte público, informe-se sobre os horários de pico.

- No caso de transporte em vans, comuns para quem viaja com pacote, procure saber sobre medidas como redução no número de passageiros e distanciamento entre os assentos. De acordo com as normas estabelecidas pelo Ministério do Turismo, as transportadoras devem disponibilizar também equipamentos como álcool 70% (gel, spray, espuma ou lenços umedecidos).

- Prefira passeios privativos — fechados apenas para sua família ou grupo de amigos, por exemplo.

- Viaje sempre com janelas abertas para facilitar a circulação do ar interno.

- Fuja das atrações de massa. Procure atrativos turísticos de menor porte e mais exclusivos, como Turismo de Base Comunitária, atividades ao ar livre e em meio à natureza.

- Nas atividades em grupos (reduzidos, diga-se de passagem), mantenha distância de 1,5 metro entre as pessoas e procure as saídas em sentido único, evitando o cruzamento de grupos.