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Cuba voltará a receber turistas em novembro; vacinados não serão testados

Ruas de Havana, capital de Cuba, em meio à pandemia de covid-19 - Yamil Lage/AFP
Ruas de Havana, capital de Cuba, em meio à pandemia de covid-19 Imagem: Yamil Lage/AFP

De Nossa

15/09/2021 13h21

Cuba reabrirá suas fronteiras para receber turistas a partir de 15 de novembro e aqueles totalmente vacinados não precisarão apresentar testes. O anúncio foi feito pelo Ministério do Turismo cubano na semana passada.

Apesar de não ter detalhado até o momento quais vacinas serão aceitas, se haverá quarentena ou como funcionará a checagem de comprovantes de imunização de estrangeiros, o governo do país garantiu que reconhecerá os documentos de vacinação de cada país. Todos os aeroportos abrirão e voos comerciais serão retomados gradualmente, diz ainda o texto, de acordo com os indicadores epidemiológicos de cada território.

Atualmente, a população cubana não usa nenhuma das vacinas aprovadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) — o que coloca em mesma situação imunizantes como Pfizer e Janssen, aceitos largamente na América do Norte e Europa, e a CoronaVac, vacina utilizada na Ásia e na América Latina, mas que não foi reconhecida pelo FDA, a Anvisa dos EUA, ou pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Em Cuba, os cidadãos são imunizados há meses com duas vacinas produzidas dentro do próprio país, a Soberana 02 e a Abdala — esta última também começou a ser aplicada na Venezuela em julho. O governo cubano afirmou que espera atingir a marca de 90% dos residentes completamente vacinados (com duas ou três doses) em novembro.

Viajantes não vacinados poderão ainda entrar no país apresentando um teste do tipo PCR com resultado negativo realizado em até 72 horas antes do desembarque. Esta exigência já está em vigor nos dois únicos polos que recebem turistas no momento no país: Cayo Coco e Varadero.

Ao chegar no aeroporto, os visitantes são submetidos a um PCR e aguardam o resultado em até 24 horas no seu hotel. Com o resultado negativo em mãos, é possível circular apenas pelo polo, já que outras regiões do país estão fechadas para turismo.

Caso teste positivo e se mantenha assintomático, o viajante cumprirá quarentena em um hotel-hospital. Os sintomáticos são imediatamente transferidos para hospitais.

Em coletiva à imprensa, a diretora de operações do Ministério do Turismo, María del Pilar Macías Rutes, afirmou que os protocolos sanitários para os funcionários da indústria serão reforçados enquanto aqueles para os visitantes serão flexibilizados, mas mantendo a "vigilância dos pacientes sintomáticos" e regularmente monitorando a temperatura dos viajantes.