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Luizomar de Moura chega à sétima final da Superliga em 12 anos e tenta o tri: "Sou vencedor"

Técnico Luizomar de Moura sagrou-se campeão da Superliga em 2001 e 2010 - Gaspar Nóbrega/VIPCOMM
Técnico Luizomar de Moura sagrou-se campeão da Superliga em 2001 e 2010 Imagem: Gaspar Nóbrega/VIPCOMM

Luiz Paulo Montes

Do UOL, em São Paulo

13/04/2012 06h00

Logo em sua primeira temporada como treinador, em 2000/2001, Luizomar de Moura surpreendeu. No comando do Flamengo, que contava com Leila, Virna e Valeskinha, por exemplo, foi campeão da Superliga feminina ao vencer, na decisão, o clássico contra o Vasco da Gama.  De lá para cá, 11 anos se passaram. No período, o treinador amadureceu e acostumou-se com a rotina de brigar por medalhas na competição nacional.

Neste sábado, às 10h, no Ginásio do Maracanãzinho (RJ), o técnico do Sollys/Nestlé, disputará contra a Unilever sua sexta final consecutiva da Superliga – a sétima da carreira, em busca do terceiro título (venceu também em 2009/2010). ”Eu me considero um técnico vencedor e também um privilegiado. Em uma competição tão disputada, eu estou sempre aí, brigando pelo título. São sete decisões e dois títulos nacionais até agora. Além disso, sou tricampeão mundial (2005, 2007 e 2009) com a seleção de base. E ajudei a formar muitas dessas jogadoras que estão na seleção adulta”, comemorou Luizomar, em contato com o UOL Esporte.

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A final deste sábado é a oitava consecutiva entre Sollys/Nestlé e Unilever. O histórico de confrontos entre as duas equipes no jogo decisivo começou em 2004/2005, quando o Finasa/Osasco e Rexona/Ades, nomes dos times na época, duelaram, com vitória das paulistas. A história de Luizomar no duelo, considerado por ele o maior clássico do vôlei mundial, começou duas temporadas depois (2006/2007), quando iniciou sua sequência de finais, mas com derrota.

O retrospecto do treinador, natural de Caruaru (PE),  contra a equipe carioca não é tão animador quando se trata de final. Até hoje foram cinco disputadas, e só um título – 2009/2010, quando o Osasco venceu por 3 a 2 o duelo no Ginásio do Ibirapuera (SP). Ele, no entanto, garante que este fator não o incomoda.

“Não tenho receio, medo deste jogo. Na final, como em qualquer outro jogo, você ganha ou perde. Faz parte. Não me sinto maior quando venço, nem menor quando perco. Há um equilíbrio. São duas grandes equipes, que decidem o título em uma única partida. Vai ganhar quem estiver no melhor dia, tiver melhor preparado”, afirmou.

Invicto há 15 jogos na Superliga, o Sollys/Nestlé é, para o técnico Bernardinho, da Unilever, o grande favorito para conquistar o título da competição neste ano. “Tecnicamente, acho que o time delas é mais forte. Final é um jogo único e, para mim, o favorito é o Sollys/Nestlé. Pela força do grupo e pelo que demonstrou na reta final”, disse, ressaltando, porém, que sua equipe também passa por bom momento. ”Estamos com muita vontade de vencer esse jogo. E sabemos que, para isso, precisamos ter paciência e jogar com a nossa alegria que é característica”, completou.