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Thiago Scuro fala sobre reforços e saídas de atletas, e em manter identidade: "Não podemos ser mais do mesmo"

Esporte News Mundo (redacao@esportenewsmundo.com.br)

25/05/2022 20h30

Após a eliminação do Red Bull Bragantino da Libertadores, o diretor executivo do clube, Thiago Scuro, falou à imprensa que acompanha o Massa Bruta e estava presente em Montevidéu. Na fala dele, disse que o clube vê a derrota com decepção e que respeita o sentimento do torcedor.

“Respeitamos muito o sentimento do torcedor, é nosso também, um sentimento geral de decepção. Muita expectativa foi criada também por nós, acerca das oportunidades que essa classificação na Libertadores nos concederia. Hoje tivemos uma experiência ruim. Para chegar onde queremos que o Red Bull Bragantino chegue teremos que passar por situações como estas e outras ocasiões e usar o aprendizado delas para que possamos voltar a competição no próximo ano e ter um desfecho melhor. ” Explicou. 

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Foto: Ari Ferreira / Red Bull Bragantino

Outro ponto importante da coletiva foi que o clube deve fazer contratações no meio deste ano. Ao mesmo tempo, o dirigente disse que atletas podem deixar o time no mesmo período.

“Em todas as janelas, fizemos contratações que visavam melhorar o que precisávamos. Isso está previsto para fazer na janela de julho. Isso deve ocorrer (saída de jogadores). É um processo natural. Atletas que não conseguem a adaptação que a gente busca. O brasileiro está acostumado a querer mudanças mais rápidas. Procuramos dar um tempo maior, ainda mais que são jovens. Em alguns casos, isso funciona bem. Mas a janela é também um dificultador na saída. E nós aqui não temos a cultura de colocar o atleta para treinar separado. Nós respeitamos o profissional. Estamos trabalhando para respeitar esses valores.” comentou. 

O dirigente também reconheceu o mal desempenho da equipe nos últimos jogos e define que é um momento de analisar e ver onde o clube tem errado.

“O primeiro passo é gerar confiança e segurança. O torcedor e vocês (imprensa) podem ajudar com isso. Esperávamos uma dificuldade maior que no ano passado (jogando fora de casa em competições internacionais) em função da volta do público, é importante lembrar que fizemos a Sul-Americana sem público nos estádios, faz diferença ainda mais num elenco jovem. Faz parte do processo, mas nada disso justifica o resultado, de forma alguma, são jovens talentosos que já trouxeram alegrias e vão trazer ainda mais, o que nos resta nesse momento é usar o aprendizado disso para ser melhor amanhã” e continuou. 

“Precisamos olhar onde estamos pecando, e não é o jogo de hoje, isso foi dito no vestiário. São seis, sete jogos onde o desempenho coletivo vem abaixo do que nós produzimos anteriormente e já estamos atentos a fatores nesse sentido para poder retomar aquele futebol pra frente, do time que tinha volume, presença no campo de ataque e finalizava 18, 20 vezes por partida. Por algumas razões perdemos isso nos últimos jogos e a consequência foi a eliminação hoje”. Falou o dirigente sobre como o clube tem pensado. 

Fora até da Sul-Americana por terminar em último no grupo C da Libertadores, o Bragantino volta a jogar no sábado, 28, pelo Campeonato Brasileiro. Às 16h30, encara o Goiás, na Serrinha, pela oitava rodada da competição. Sobre a retomada dos bons resultados fala em evoluir, mas sem virar “mais do mesmo”.

“Que o torcedor acredite no que o clube acredita, nesses valores morais, na construção de um clube a médio e longo prazo porque é muito fácil nós nos tornamos mais do mesmo, essa não é a ideia do Red Bull. Não podemos criar um ambiente hostil dentro do clube, ou que o torcedor crie um ambiente de medo dentro da cidade ou um clube que vai trocar de treinador três, quatro vezes por temporada, que vai trocar de elenco três, quatro vezes por temporada. Esse modelo não se sustenta. Estamos indo pro terceiro ano de Série A é muito raro um clube do nosso porte permanecer tanto tempo na Série A. Precisamos olhar o copo meio cheio também e trabalhar para continuar crescendo.” definiu.  

+ Red Bull Bragantino se despede da Libertadores de modo decepcionante

+ Barbieri fala de covid-19 e falta de equilíbrio em momentos importantes após eliminação de Red Bull Bragantino na Libertadores

Outros pontos da fala de Thiago Scuro

Calendário Brasileiro

“A sequência acumulada de jogos a cada dois três dias é algo insano, o futebol brasileiro precisa sentar e conversar. Não é possível produzir futebol de qualidade com esse modelo que o futebol brasileiro vem adotando”.

Dividir responsabilidade e extra campo

“Um aspecto que foi agora cobrado, no vestiário, não cobrado, dividido é de que são 2 anos que a gente vive só de sucessos e aí todo mundo é pai do sucesso, agora é um momento que todos precisam ser responsabilizados pelo fracasso. Eu, o treinador, comissão técnica, todos os atletas independente do número de minutos, cada um precisa assumir a responsabilidade. E se há dúvidas sobre o extra campo, que comece a se cuidar melhor, se tem dúvida sobre a qualidade do treino, que a gente comece a melhorar isso, com descanso e alimentação. É natural que num calendário que estamos vivendo todo detalhe, faça diferença.”

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