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Cristiano Ronaldo não será julgado por suposto estupro em Las Vegas

22/07/2019 23h01

Washington, 22 jul (EFE).- O atacante português Cristiano Ronaldo não será julgado pelo crime de estupro supostamente cometido na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, porque a procuradoria local decidiu encerrar o caso.

A procuradoria de Clark County, com jurisdição sobre Las Vegas, anunciou nesta segunda-feira que as acusações contra o jogador "não podem ser provadas sem que haja lugar a dúvidas", como requer a lei, então decidiu concluir a investigação.

Cristiano Ronaldo havia sido acusado de estupro por Kathryn Mayorga. De acordo com a versão da modelo americana, em junho de 2009, ambos se encontraram em uma boate de Las Vegas e depois seguiram para o quarto de um hotel, após um convite do jogador.

A modelo afirma que foi estuprada enquanto implorava para que o português parasse, segundo o processo. Cristiano Ronaldo negou as acusações e, nas palavras de seu advogado, Peter Christiansen, o que aconteceu em Las Vegas foi "de mútuo acordo".

Em comunicado, a procuradoria de Clark County detalhou nesta quarta-feira que Mayorga ligou para a polícia de Las Vegas para denunciar que tinha sido vítima de um estupro.

Essa ligação aconteceu em 2009, quando a modelo supostamente se encontrou com o jogador no hotel Palms Hotel and Casino, como supostamente mostraram imagens divulgadas em outubro do ano passado.

Após o chamado, a polícia de Las Vegas se deslocou ao hospital onde Mayorga recebia atendimento médico e perguntou sobre o autor da agressão, mas a modelo se negou a identificar o culpado e também não detalhou onde se tinha ocorrido o crime, de acordo com a procuradoria.

Como resultado, a polícia não pôde coletar provas suficientes e, sem saber o nome do autor do crime, encerrou o caso. Posteriormente, em 2010, Mayorga e Cristiano chegaram a um acordo extrajudicial mediante o qual o jogador pagou US$ 375 mil à modelo para que permanecesse em silêncio, segundo consta em um processo civil.

Em comunicado, a procuradoria de Clark County destacou que, durante oito anos, "as autoridades não souberam mais nada da vítima em relação ao crime e ao seu autor".

No entanto, em agosto de 2018, Mayorga entrou em contato com a polícia de Las Vegas e pediu a reabertura das investigações. Nesse momento, Mayorga disse que Cristiano Ronaldo era o autor do estupro. Sendo assim, a polícia de Las Vegas reabriu o caso e, em 8 de julho de 2019, pediu para a procuradoria do condado averiguar a denúncia.

Agora, pouco mais de duas semanas depois dessa solicitação, a procuradoria decidiu fechar a investigação e não apresentar nenhuma acusação contra o jogador. EFE

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