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PA relata racismo na infância e diz: 'Isso tem que ser aniquilado'

Paulo André relata que já sofreu racismo fora do esporte - Reprodução/SporTV
Paulo André relata que já sofreu racismo fora do esporte Imagem: Reprodução/SporTV

Do UOL, em São Paulo

17/05/2022 00h52

O ex-BBB Paulo André coleciona fãs e desfruta de uma "vida dos sonhos", mas não escapou do racismo. Convidado do Bem, Amigos, o atleta olímpico relatou episódios desde a infância e defendeu que o racismo seja "aniquilado do planeta".

O depoimento de PA aconteceu em meio a debate sobre o possível caso de racismo no empate entre Internacional e Corinthians, no último sábado, em jogo pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, Edeníson acusou o alvinegro Rafael Ramos de chamá-lo de "macaco".

No decorrer do programa, Galvão Bueno passou a palavra para os dois negros presentes na atração, PC Vasconcellos e Paulo André. O ex-BBB relatou que, no esporte, nunca sofreu racismo, mas que não escapou do preconceito fora das pistas.

"No esporte, nunca passei e acho que no atletismo nunca vou passar. Na infância, e até pouco tempo atrás... De estar de um lado da calçada e a pessoas atravessarem a rua. Isso é a coisa mais comum que acontece com a gente. Infelizmente, a gente tem que chegar num lugar onde a gente não tem mais cor", iniciou PA.

"Quando eu era pequeno, estava indo para o trabalho da minha mãe e uma mulher começou a gritar, ligando para a polícia, falando que eu e meu irmão queríamos assaltá-la. Isso tem que ser aniquilado do planeta. E a gente tem que ficar provando o tempo todo que é capaz. É lamentável saber que dentro do esporte temos casos, e que vêm se repetindo", completou.

Já o comentarista contou que já apanhou de policiais e chamou o racismo brasileiro de "sínico, hipócrita e safado".

"Eu fui vítima de racismo várias vezes, e isso não é uma situação exclusivamente minha. Se a gente estiver andando na rua num determinado horário nós sempre seremos suspeitos. E a gente tem que ter muito cuidado porque quando ganhamos visibilidade, olham para a gente e não veem a gente como preto, porque a gente deixa de ter cor. Essa é uma das características do racismo brasileiro, que é sínico, hipócrita, safado", disse PC Vasconcellos.

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