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Bruno Fratus confirma favoritismo e leva o bronze nos 50m livre

Beatriz Cesarini

Do UOL, em Tóquio

31/07/2021 22h35

Em sua terceira final olímpica, Bruno Fratus, enfim, realizou o sonho de criança e conquistou uma medalha ao ficar com o bronze nos 50m livre nas Olimpíadas de Tóquio-2020, na noite deste sábado (31). Ele fechou a prova com o tempo de 21s57. O ouro ficou com o americano Caeleb Dressel (21s07), novo recorde olímpico, e Florent Manadou, da França, completou o pódio, com a prata, ao marcar 21s53.

Como era esperado, a sensação americana Caeleb Dresssel não deu chances aos rivais. Dressel cravou 21s07, um tempo 0s23 abaixo da marca anterior estabelecida pelo brasileiro Cesar Cielo em Pequim-2008. Assim, além do ouro, pulverizou o recorde olímpico e estabeleceu um novo patamar.

Depois das frustrações em Londres-2012 e no Rio-2016, quando ficou em quarto e em sexto, respectivamente, Fratus se consolidou como um dos protagonistas em provas de velocidade. Deu a volta por cima e acumulou bons resultados em Mundiais, ao conquistar duas pratas (2017 e 2019), reforçando suas credenciais à disputa pelo pódio em Tóquio.

Um dos principais velocistas do país, Fratus nasceu em Macaé (RJ). Foi em São Paulo que ele explodiu, depois de passar a ser treinado por Albertinho Silva. E depois teve como técnico o australiano Brett Hawke. Hoje, Fratus conta com a parceria da esposa e ex-nadadora Michelle Lenhardt na gestão dos seus treinamentos.

Fratus tem sete medalhas em Jogos Pan-americanos, sendo cinco de ouro e duas de prata, todas elas conquistadas entre Guadalajara 2011 e Lima 2019. No currículo, o nadador tem ainda quatro medalhas em Campeonatos Mundiais: três pratas e um bronze (Kazan 2015, Budapeste 2017 e Gwangju 2019).

Aos 32 anos, foi o último nadador brasileiro a competir em Tóquio. Na piscina do Centro Aquático Olímpico, a equipe nacional participou de quatro finais —além do bronze de Scheffer, disputou medalha nos 200m borboleta (Leo de Deus terminou em 6º), 800m livre (Guilherme Costa ficou em 8º) e 4x100m livre (8º colocado).

Em Tóquio, o brasileiro priorizou a disputa dos 50m. A comissão técnica da seleção optou por não colocá-lo na equipe de revezamento 4x100m livre —mesmo não classificado especificamente para ser convocado para a equipe poderia nadá-la. Na capital japonesa, suas performances foram crescentes.

Fratus avançou nas eliminatórias com 21s67. Na semifinal, o brasileiro baixou o tempo para 21s60, terceira melhor marca entre os oito finalistas.

Regularidade

Fratus tem se mantido o nadador brasileiro com resultados mais consistentes em grandes competições nos últimos tempos. O brasileiro fez pódio em mundiais quatro vezes. Em 2019, foi prata em Gwangju com o tempo de 21s45, atrás apenas de Dressel. Antes, em 2017, também foi prata na edição de Budapeste, 21s27 —sua melhor marca na prova em piscina de 50m—, novamente atrás do americano, e bronze em Kazan-2015. A outra medalha foi de prata, em Budapeste-2017, com o revezamento 4x100m livre.

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