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Na vela, Scheidt se recupera e sobe para terceiro; Martine e Kahena lideram

Robert Scheidt, em recuperação nas regatas da classe Laser nas Olimpíadas de Tóquio-2020 - Peter PARKS / AFP
Robert Scheidt, em recuperação nas regatas da classe Laser nas Olimpíadas de Tóquio-2020 Imagem: Peter PARKS / AFP

Denise Mirás

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/07/2021 06h09Atualizada em 27/07/2021 09h12

Robert Scheidt assumiu o terceiro lugar no geral da classe Laser, com três delas disputadas na sequência, nesta terça-feira (27). Já são seis regatas da Laser em Enoshima. Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs olímpicas da 49er.FX nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, atestaram seu favoritismo ao vencer a terceira regata da classe nesta terça e subir para a terceira colocação na classificação geral. A competição de vela segue até domingo (31), quando será realizada a medal race, espécie de final com os oito melhores de cada classe, para a decisão de medalhas.

Maior atleta olímpico do Brasil, Scheidt teve problemas nos dois primeiros dias de competição, mas mostrou o quanto experiência é importante para se recuperar ao longo da semana de vela. Aos 48 anos e em sua sétima participação em Olimpíadas, corre em uma classe que exige muito fisicamente do atleta. O brasileiro impressiona por ter conseguido, por exemplo, fazer as três regatas seguidas e ainda ser terceiro na última delas.

Com cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze, entre as classes Laser e Star), em Tóquio-2020 Roberto Scheidt só está atrás do líder Pavlos Kontides, do Chipre, e do australiano Matthew Wearn na classificação geral, já com o descarte de pior resultado.

Martine Grael e Kahena Kunze, da classe 49er. - Phil Walter/Getty Images - Phil Walter/Getty Images
Martine Grael e Kahena Kunze, ouro no Rio-2016, defendem título em Tóquio-2020
Imagem: Phil Walter/Getty Images

Condições variáveis

Mar mexido e ventos inconstantes dificultaram a disputa de Martine Grael e Kahena Kunze. Martine disse que, por isso, a velocidade não era o foco da dupla. "As condições estavam tão inconstantes, e mudando tão rapidamente, que a qualquer momento a gente podia ficar para trás", comentou. Para Kahena, a recuperação foi importante, depois do desastroso 15o. lugar na primeira regata, quando tiveram um problema com a vela, e do quinto na segunda.

Com duas regatas disputadas até agora na classe Finn (que se despede dos Jogos Olímpicos), o brasileiro Jorginho Zarif está em 13o. no geral, com um sétimo e um 15o. lugares. O líder é o turco Alican Kayner, que venceu as duas.

Marco Grael e Gabriel Borges são a oitava dupla na classe 49er., que teve apenas uma regata e é liderada pelo vencedor, o irlandês Robert Dickson.

Na RS:X (prancha a vela), Patrícia Freitas é 11a. depois de seis regatas, com a francesa Charline Picon na liderança.

O Brasil ainda tem tripulações na Nacra 17 mista, com Samuel Albrecht e Gabriela de Sá, e na 470 feminina e masculina, com Fernanda Oliveira/Ana Luiza Barbachan e Henrique Haddad/Bruno Amorim, que aguardam a abertura das competições. Das dez classes olímpicas, a equipe brasileira de vela só não tem representantes na Laser Radial (feminina) e na RS:X masculina.