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Olimpíadas: Jaque Mourão é 35ª colocada em prova marcada por pódio suíço

Prova do Cross Country é uma das poucas com presença de público - Tim de Waele/Getty Images
Prova do Cross Country é uma das poucas com presença de público Imagem: Tim de Waele/Getty Images

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

27/07/2021 04h59

A brasileira Jaqueline Mourão foi a única brasileira na prova olímpica do Cross Country, disputada nesta terça (27), no circuito de Izu, no Japão. Com um ritmo abaixo do pelotão da liderança, Mourão não conseguiu buscar melhores posições durante a prova e terminou na 35ª posição. As medalhas foram para: Jolanda Neff (ouro), Sina Frei (prata) e Linda Indergand (bronze), todas suíças.

A prova foi disputada no mesmo circuito que foi ontem o Mountain Bike, com algumas adaptações e no total foram 20.55km pedalados. A brasileira largou em 32º e ao longo da primeira volta não conseguiu escalar o pelotão, sendo inclusive superada por três adversárias e fechando o primeiro giro na posição 35. Depois disso oscilou entre as trigésima e trigésima quinta posição durante o percurso.

A brasileira revelou que não estava 100% saudável para disputa da prova. "Me preparei muito para essa prova. Estou com o ombro lesionado, então foi um desafio grande", comentou. Ela afirmou que estava feliz com a parte técnica e que deu tudo que podia, dentro das condições

Para a brasileira, que participa pela sétima vez dos Jogos Olímpicos, a prova desta terça representou um enorme desafio. "Foi a prova mais desafiadora da minha carreira, circuito em um outro nível, muito técnico e exigência de atenção o tempo todo", analisou. Ela ainda afirmou que está muito feliz em novamente representar o Brasil.

A curiosidade geral da prova foi que, pela segunda vez na história olímpica, a Suíça fez 100% de um pódio. Em 1924, o feito foi alcançado na ginástica artística.

A PROVA

Quem largou na posição 1 do pelotão foi a sueca Jenny Rissveds, que também não começou bem e fechou o primeiro giro na 10ª colocação. O top-3 era composto por Jolanda Neff-SUI, Evie Richards-GBR e Loana Lecomte-FRA.

Neff, inclusive, disparou e aumentava a sua distância para as concorrentes a cada volta e ficou tranquila na liderança. A briga mais relevante da prova foi pela segunda e terceira colocada. A disputa por duas medalhas envolvia três atletas: Sina Frei-SUI, Linda Indergand-SUI e Pauline Prevot-FRA. Uma das principais forças no ciclismo, a Suíça buscava ocupar as três posições do pódio.

Na parte final da prova, mudaram apenas as perseguidoras das suíças. Loana Loecomte, Evie Richards e a holandesa Anne Tauber tentaram chegar ao terceiro lugar, sem sucesso. Ao abrir a penúltima volta, a distância da terceira colocada (Indrgand) para a quarta (Lecomte) era de 37 segundos. A volta final foi protocolar e sem brigas por medalhas. Completaram o top5 a húngara Kata Blanka Vas e a holandesa Anne Terpstra.