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Senado abre CPI pelas famílias das vítimas de acidente da Chapecoense

Tragédia aérea em novembro de 2016 terminou com 71 vítimas fatais - REUTERS/Paulo Whitaker
Tragédia aérea em novembro de 2016 terminou com 71 vítimas fatais Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker

10/12/2019 17h53

O Senado Federal instala amanhã, às 9h, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a situação dos familiares das vítimas do acidente da queda do avião que transportava a Chapecoense na Colômbia, em 2016, que culminou na morte de 71 pessoas.

Chamada de CPIChape, o requerimento para a criação das investigações foi feito pelos senadores Jorginho Mello (PL-SC) e Nelsinho Trad (PSD-MS). A CPIChape será composta por 11 membros titulares e sete suplentes.

No prazo de 180 dias, os senadores vão apurar a situação dos familiares dos jogadores, comissão técnica e diretoria da Associação Chapecoense de Futebol, jornalistas e convidados que acabaram como vítimas fatais. O grupo também deverá investigar e identificar o motivo de as devidas indenizações ainda não terem sido pagas aos familiares.

"Outro ponto que merece ser analisado refere-se ao valor que a seguradora (Bisa) e os resseguradores (liderados pela Tokio Marine, uma das maiores seguradoras do mundo, com amplos negócios no Brasil, incluindo os seguros envolvendo a Petrobras) ofereceram aos familiares através de um autodenominado Fundo Humanitário, que exige daqueles que o receberem a quitação total e irrestrita de todos os envolvidos no acidente, inclusive a seguradora e resseguradoras, valor este irrisório, demonstrando um grande descaso e desrespeito com aqueles que ainda sofrem pela morte de seus entes queridos, e essas empresas faturam milhões de reais dos cidadãos brasileiros e do erário público", avaliou o senador Jorginho Mello, ao site do Senado.

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