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Ao L!, Caio Alexandre comenta sonho de ascender ao time principal do Bota

19/09/2019 07h30

As dificuldades financeiras vividas pelo Botafogo muitas vezes obrigam o clube a recorrer a soluções caseiras. Em 2019, o Alvinegro tem sido o clube da Série A do Campeonato Brasileiro que mais dá oportunidades a jogadores oriundos das categorias de base. E um novo talento começa a despontar em General Severiano. O capitão do time Sub-20 e um dos destaques da equipe, Caio Alexandre tem sido observado de perto pelo técnico Eduardo Barroca. Em entrevista exclusiva ao LANCE!, o jogador de 20 anos, que já treinou com o elenco principal em mais de uma oportunidade, falou sobre a expectativa de ter a primeira chance como profissional.

No final de agosto, Caio chegou a ser elogiado por Barroca, em coletiva antes da 17ª rodada do Brasileirão, contra o Internacional. Os dois trabalharam juntos por dois anos e meio na base do Glorioso. O treinador havia, inclusive pedido a contratação de Caio Alexandre quando comandava a equipe sub-20 do Corinthians, no início do ano.

- Foi muito bom ser lembrado pelo Barroca, é sempre bom ter a valorização e o reconhecimento do treinador do time profissional. A expectativa é muito grande. Trabalho diariamente com muita dedicação, com muito esforço e muito empenho. Meu sonho é vestir a camisa do Botafogo no profissional e eu me dedico todos os dias intensamente para realizar este sonho - disse Caio Alexandre.

O meio-campista é um jogador versátil, que pode atuar como primeiro ou segundo volante. A inspiração vem de craques do futebol internacional como o alemão Toni Kroos, o croata Luka Modric e o espanhol Sergio Busquets. Aos 20 anos, se destaca pelo controle de bola e pelos passes de longa distância. Deixar os companheiros na cara do gol é atividade preferida do jovem.

- Minha principal característica é a qualidade no passe. Busco sempre deixar meus companheiros na cara do gol, gosto de armar as jogadas e criar - revelou.

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Confira a entrevista completa com Caio Alexandre:

LANCE!: Como foi o seu início no Botafogo? Qual a identificação com o clube?

Cheguei ao clube em 2014 e logo fui campeão. Tenho muita identificação com o Botafogo. Sou muito grato ao clube por tudo que fez por mim, pela minha evolução como pessoa e como jogador. Aprendi muito com todos que trabalhei aqui e aprendo até hoje. Me sinto muito identificado com o clube, tenho muito amor a essa camisa. Sonho em jogar com o Nilton Santos lotado gritando meu nome e em colher bons frutos lá na frente.

Você é capitão da equipe Sub-20. De que forma busca exercer esta liderança dentro de campo?

Há várias formas de exercer uma liderança. Ela pode ser técnica, mental, por meio de conselhos, pelo exemplo no dia a dia. Nosso grupo do Sub-20 é formado de jovens que buscam sempre crescer e evoluir, um grupo de muito talento. É sempre bom ter um pouco de cada um desses aspectos para servir de exemplo para esses meninos.

O fato de outros jovens da base como Lucas Barros e Rhuan estarem tendo oportunidade de profissional serve de motivação?

Com certeza. O Botafogo é um clube que sempre utiliza jogadores da base no profissional. Eles sempre estão jogando e aparecendo e isso serve de motivação sim. Não só eles como todos os outros que estão jogando, que já passaram pela base. É uma motivação saber que um dia podemos chegar lá.

Qual a sua maior qualidade dentro de campo? De que forma pensa que poderia ajudar o Botafogo?

Acredito que a minha maior qualidade é o passe. Busco também sempre jogar de forma intensa em todas as partidas, seja chegando na frente para fazer gols ou ajudando atrás na marcação. Minha principal característica é a qualidade no passe. Busco sempre deixar meus companheiros na cara do gol, gosto de armar as jogadas e criar.

Em quem você se inspira dentro do elenco profissional do Alvinegro? E no futebol, de modo geral?

Na minha posição há grandes jogadores no elenco profissional como João Paulo, Cícero, Bochecha e Alex Santana. A gente sempre procura absorver o melhor de cada um, observando treinamentos e jogos. Me inspiro muito no Toni Kross, no futebol europeu. Assisto aos jogos e sempre busco fazer um pouquinho do que ele faz. Toni Kroos, Luka Modric e Sergio Busquets são as minhas inspirações fora do clube.

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